10 doenças recorrentes no verão e como se prevenir delas

Na estação mais quente, alguns males se tornam mais comuns e precisam de cuidados extras

5.01.2017 | por Flávia Pegorin - Equipe Coração e Vida

Tem a ver com o clima, o calor, o fato de estarmos todos mais expostos. Doenças típicas de verão, a princípio, são rotinas já conhecidas e não são muito graves. Mas nem por isso se deve permitir a entrada delas no meio das férias, arruinando a oportunidade de descansar e aproveitar os longos dias.

Que venham as férias e muita saúde junto
Molecada em férias e adeus rotina

Foto: Shutterstock

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1 – Desidratação

O corpo humano adulto é formado por mais de 60% de água – e sua principal função é transportar oxigênio e sais minerais, além de ajudar no funcionamento do intestino, rins e na regulação de temperatura. Para repor a água perdida no verão pela transpiração, é importante beber entre 1,5 e 2 litros de água, sucos e afins por dia. Como também se perde sódio e potássio com o suor, além de beber água também vale apostar nos isotônicos (para quem pratica atividade física, especialmente) e água de coco, um alimento nutritivo.

2 – Micose

Trata-se de uma doença de pele causada por fungos – e pode atingir unhas, pele e até o couro cabeludo. As micoses podem ser superficiais, quando atingem apenas a camada externa da pele, ou profundas, quando se espalham pela corrente sanguínea. Para nada disso perturbar no verão, alguns cuidados são essenciais; tudo o que tiver a ver com umidade, por exemplo, precisa ser observado. Enxugar bem o corpo após o banho, não pisar descalço em áreas públicas como vestiários e piscinas e não usar roupas, toalhas ou artigos pessoais, como esponjas, que estejam úmidos ou que sejam desconhecidos. O melhor é usar roupas e calçados leves, que não retêm suor, e evitar também o contato com água e sabão de forma prolongada, porque isso pode afetar a defesa natural do organismo.

3 – Insolação

Esse é o termo popular para descrever as consequências do aumento da temperatura do corpo pela exposição excessiva ao sol, calor e umidade. Os sintomas variam: em casos leves, pode causar dor de cabeça, fraqueza, tonturas e temperatura do corpo elevada; nos mais graves, pode ocorrer perda da capacidade motora, de consciência e convulsões. A prevenção está em evitar tomar sol em excesso – principalmente entre 10h e 16h. Também é importantíssimo não praticar exercícios físicos sob o sol forte e ingerir líquido para evitar a desidratação. Reconhecer os sinais de insolação ajuda a não tornar o quadro pior.

4 – Bicho geográfico

É nas fezes de cães e gatos que se encontra o parasita responsável pela doença. Como algumas pessoas levam animais à praia, a areia acaba se tornando um foco de contaminação – sendo os pés o alvo mais fácil, mas mãos, pernas, nádegas e barriga também podem ser afetados. Sempre que possível, circule pela areia de chinelos e use toalhas ou cangas para sentar no chão. Ou, depois, lave a pele com água doce e fria. E colabore não levando bichos na praia, claro.

5 – Intoxicação alimentar

Todos sabem que comer certos alimentos sem saber a origem (comprados em barracas ou de vendedores na praia, por exemplo) não ajuda a se manter longe da intoxicação alimentar. Esse mal pode ser causado por diversos microrganismos que se proliferam em alimentos mal passados ou mal conservados – e podem ter “efeito” rapidamente, quando as bactérias já estão presentes no alimento, ou levar mais tempo, quando a bactéria coloniza o intestino. Pessoas de qualquer idade podem desenvolver intoxicação alimentar (e sintomas como vômito e diarreia podem levar dias ou semanas para desaparecer). Evitar comidas duvidosas, assim, pode salvar um verão.

6 – Dengue

A prevenção pode evitar muitos males – mas, no caso da dengue, isso não é apenas um caminho a seguir: é o único caminho. Combater os focos de água parada (e envolver familiares, amigos e vizinhos nisso) é a primeira frente de batalha. Saindo de férias para hotéis e casas de aluguel, vale fazer uma varredura no entorno para perceber se o problema dos pernilongos é grande. Além disso, o que se pode fazer é investir em telas e mosquiteiros nas janelas e na cama das crianças e usar repelentes, aplicando sempre conforme as recomendações da embalagem.

7 – Brotoeja

É preciso estar alerta para as doenças causadas pelo calor excessivo também no que compete à pele – como o aparecimento das brotoejas. Essas irritações são causadas pelo bloqueio dos poros, por onde a pele elimina o suor. E, cruéis, elas afetam especialmente os bebês, que além das pequenas feridas, podem sentir coceira e ardor. A prevenção, portanto, é evitar situações que provoquem mais calor e suor abundante. É bom deixar as crianças com roupas bem leves (ou, às vezes, sem roupa mesmo), como de algodão, tecido que “respira”. Os bebês precisam disso e de cuidado extra com o uso de fraldas – com maior frequência de trocas.

8 – Fitofotodermatose

O nome correto é difícil, mas dá para resumir: são queimaduras como aquelas que mancham a pele quando usamos limão sob o sol. A fitofotodermatose ocorre cerca de 24 horas depois de uma substância – presente nas frutas, mas também em outras plantas, perfumes, cosméticos – tocar a pele e receber a radiação solar, detonando um processo inflamatório. A queimadura, que pode até causar bolhas, se torna uma mancha marrom e leva um bom tempo para curar (podendo necessitar de medicamentos). A prevenção? Ficar longe dos cítricos e de produtos que usem esse tipo de componente quando for se expor ao sol – ou, no caso de manipular as frutas, lavar muito bem a pele com sabonete.

9 – Otite

A dor aguda no ouvido, especialmente no caso das crianças, é indicativo da infecção. No verão, quando muitos estão às voltas com piscinas, ela se torna mais comum. É recomendável, então, evitar a umidade no ouvido, secando com a toalha depois da brincadeira – mas nunca fazendo uma limpeza forte e sem usar hastes flexíveis. No caso dos bebês, os ouvidos só devem ser lavados em dias alternados e inclinando a cabeça para permitir que a água entre no ouvido e suavize o cerume, o acúmulo de cera, saindo depois.

10 – Conjuntivite

Olhos avermelhados e lacrimejantes, pálpebras inchadas e avermelhadas, secreção esbranquiçada e sensação de ter areia nos olhos. A conjuntivite é facilmente notada e diagnosticada. Ficar longe dela é mais complicado, pois os cuidados precisam ser intensos no verão, quando os casos aumentam. Para não ser contaminado, lave as mãos e o rosto com frequência, evite coçar os olhos e não compartilhe objetos pessoais, lençóis, travesseiros e toalhas, assim como maquiagem.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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