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Campanha contra a gripe vacina 82,5% do público-alvo

Apenas Amapá, Pernambuco e Paraná atingiram meta do Ministério da Saúde

13.06.2017 | por Coração e Vida

Balanço do Ministério da Saúde aponta que, até o final da campanha, 46 milhões de brasileiros foram vacinados contra a gripe em todo o país.  Esse total considera, além do público-alvo, a população em geral.

Foto: Shutterstock

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O público-alvo, de 54,2 milhões de pessoas, incluiu em 2017 crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto), idosos, profissionais da saúde, professores da rede pública e privada, povos indígenas, pessoas privadas de liberdade e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade. Desse total, 82,5% foram vacinados.

A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza terminou na última sexta-feira (9), após ser prorrogada em duas semanas. A vacina contra a gripe estava disponível na rede pública de saúde desde o dia 17 de abril.

Neste ano, o Ministério da Saúde decidiu disponibilizar a vacina para toda a população durante a última semana da campanha para evitar desperdício, já que havia um estoque disponível de 10 milhões de doses.

No total, 1,8 milhão de pessoas que não faziam parte do público-alvo se vacinaram, o que significa 4% do total de doses aplicadas na campanha.

Apenas três estados do país atingiram a meta da campanha deste ano de vacinar 90% do público-alvo: Amapá (98,1%), Pernambuco (91,8%) e Paraná (90%). Os estados que ainda têm doses em estoque podem continuar vacinando a população.

São Paulo

Em São Paulo, até o final da campanha, 9,9 milhões de brasileiros foram vacinados no Estado. Do público-alvo da campanha, 78,2% foram vacinados.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou nesta segunda-feira, 12, que vai prorrogar a campanha de vacinação contra a gripe até o dia 23 de junho para o público-alvo e para as pessoas com idade entre 55 e 59 anos.

Vacina

A vacina contra gripe é segura e estudos demonstram que ela pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Neste ano, houve mudança na cepa do vírus A H1N1 para A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09. Desde 2009, a cepa do vírus A H1N1 utilizada nos países a sul da linha do Equador era A/California/7/2009 (H1N1) pdm09.

Prevenção

A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal, além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe, devem procurar, imediatamente, o médico.

Os sintomas são febre, tosse ou dor na garganta, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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