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Depilação: qual é o melhor método?

O tipo de pele e pelo, além do gosto pessoal, deve influenciar na escolha

29.05.2017 | por Camila Sotério - Equipe Coração e Vida

Quando se pensa em depilação há hoje uma gama de opções, que atendem os mais diversos bolsos, gostos e necessidade. Mas é possível determinar qual é o melhor método?

Essa é uma questão que pode ter muitas respostas, uma vez que vários fatores devem ser levados em consideração.

Foto: Shutterstock

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“Existem diversos tipos de depilação disponíveis para homens e mulheres, por isso é importante encontrar o método que mais se adequa ao objetivo da pessoa, tipo de pele e de pelo, além do local do corpo a ser depilado”, explica Thais Sakuma, assessora do Departamento de Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Segundo a especialista, pessoas com tendência a foliculite (inflamação dos canais por onde nascem os pelos) e pelos encravados podem optar por métodos que os eliminem de forma permanente, como o laser.

Já as peles sensíveis devem tomar cuidado com a cera quente ou cremes depilatórios, uma vez que esses métodos podem causar irritação.

A médica esclarece ainda que raspar os pelos não os fazem crescer mais grossos, como reza a crença popular. O que ocorre é o pelo tem, naturalmente, o formato de um triângulo, ou seja, a ponta é mais fina. Quando raspado, a parte que aparece primeiro é a base, mais espessa.

“Em 2007 foi publicado no The British Medical Journal um artigo sobre alguns mitos da medicina, dentre eles a da falsa influência da lâmina de barbear no ciclo do pelo. Em 1928, um estudo clínico já demonstrava que raspar não causava o crescimento dos pelos mais grossos, espessos ou mais rapidamente”, pontua Thais.

Um método que vem ganhado adeptas é a depilação definitiva, que promete eliminar de forma permanente os pelos. Para perceber os efeitos, são indicadas ao menos dez sessões, feitas uma vez ao mês, e o investimento é mais alto que os outros métodos.

“A depilação a laser foi liberada pelo FDA (Food and Drug Administration) em 1995 e possui excelente histórico de eficácia e segurança, desde que os tratamentos sejam feitos cuidadosamente por profissionais capacitados, tendo em mente o tipo de pele de cada paciente. É recomendado para pessoas com tendência a pelos encravados e foliculite”, explica a médica.

Pelos encravados

Um problema bastante recorrente em quem faz depilação, e muitas vezes isso independe do método, são os pelos encravados, que crescem dentro da pele, podendo causar infamação local.

Nesses casos, a esfoliação, que pode ser feita com bucha vegetal, diminui a espessura da camada mais externa da pele, reduzindo a chance do pelo encravar.

Raspar o pelo na direção do seu crescimento e usar lâminas novas também são medidas que ajudam a evitar o problema.

“Para quem tem este problema com frequência, o melhor tratamento é a depilação a laser”, conclui a especialista.

Conheça como funciona e as indicações de cada método:

Raspar com lâmina: método rápido e barato. Entretanto, pode causar pelos encravados e foliculite, principalmente em regiões em que os pelos são mais grossos, como a pubiana.

Pinça: boa opção para retirar poucos pelos, como, por exemplo, das sobrancelhas ou buço.

Cremes depilatórios: os produtos químicos presentes nos cremes dissolvem a haste capilar. Aplicar o creme de forma inapropriada, como, por exemplo, deixar mais que o recomendado, pode causar irritações ou até queimar a pele, além de causar alergia em pessoas sensíveis aos componentes da fórmula. A depilação dura alguns dias a mais que a lâmina.

Cera quente: a temperatura não pode estar muito elevada, para evitar queimaduras. Não é recomendada a utilização em locais onde se está sendo aplicando determinados tipos de ácido, como o retinóico. A duração é maior que a lâmina e os cremes depilatórios, mas o pelo precisa ter um tamanho mínimo -crescido pelo menos 25%- para poder ser arrancado.

Linha: preferida para áreas pequenas, como o rosto. Resultados e duração semelhante à cera, com a vantagem de causar menos irritação.

Laser: utiliza a energia da luz para destruir a raiz do pelo. Como o alvo é a melanina da raiz do pelo, não é muito eficaz para pelos claros ou muito finos. Após algumas sessões, reduz de forma permanente os pelos.

Eletrólise: uma agulha finíssima é introduzida na pele para levar uma corrente elétrica até a raiz do pelo. Cada pelo é removido individualmente, sendo o processo demorado. Indicado para remover pelos brancos da face.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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