Coração e Vida | Doação de sangue: um ato de amor que pode salvar vidas - Coração e Vida

Doação de sangue: um ato de amor que pode salvar vidas

Menos de 2% da população brasileira é doadora; processo é simples e rápido

25.11.2017 | por Coração e Vida

O Brasil ainda tem um número baixo de pessoas que realizam doações de sangue voluntárias e de forma constante. No Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, celebrado em 25 de novembro, o site Coração & Vida faz um alerta sobre a importância do ato.

Um país deve ter de 3% a 5% de doadores em relação ao total da população, segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, no Brasil, esse percentual é de 1,8%, segundo o Ministério da Saúde.

Foto: Shutterstock

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“Independentemente do número de vezes que doe, é muito importante que as pessoas o façam, para que os estoques de bolsas não sejam afetados e vidas possam ser salvas”, alerta Cássio Giannini, médico da Fundação Pró-Sangue.

O processo é simples e dura menos de uma hora. Não há riscos para quem doa e é essencial para quem espera por uma transfusão.

Não há remuneração para o ato, que pode ser realizado de forma voluntária – sem saber a quem será destinada a doação –, ou vinculada – para um parente ou amigo.

Atualmente, cerca de 75% das doações são voluntárias no Brasil, quando não são motivadas por algum caso de parentes ou amigos.

“Há algumas épocas em que o número de doações é menor, como final de ano, férias escolares e períodos mais frios. Isso impacta negativamente os estoques dos bancos de sangue”, explica Giannini.

Pessoas de 16 a 69 anos podem ser doadoras e precisam estar em boas condições de saúde (veja abaixo informações completas).

“Doadores de todos os tipos sanguíneos são necessários. No entanto, os dos tipos O, negativo e positivo são sempre os mais procurados, pois são universais, podendo ser recebidos por pessoas com todos os tipos sanguíneos”, destaca o médico.

Após a doação, a bolsa de sangue é encaminhada para o fracionamento, onde será separada em até quatro componentes. Em seguida, esses componentes são levados ao armazenamento, onde aguardarão os resultados dos exames.

No laboratório para detecção de agentes infeciosos são realizados os exames sorológicos para as seguintes doenças: Chagas, hepatites B e C, HIV, sífilis e HTLV-I/II e o teste NAT (do inglês, Teste de Ácido Nucleico) para Hepatites B e C e para o vírus HIV.

Descartadas as doenças acima, as bolsas ficam à disposição de mais de 100 instituições públicas de saúde da Região Metropolitana de São Paulo, atendidas pela Fundação Pró-Sangue, que é uma instituição pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Para saber o local mais próximo para doação, ligue para o Alô Pró-Sangue (0800-55-0300) ou ainda faça seu agendamento pela internet.

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Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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1 comentário

  1. Edna Maria de Moura Guimarães disse:

    Deixe aqui sua Mensagem. Excente essa explicação!! As pessoas têm que saber que Mta coisa não passa de MITO, portanto foi ótima essas informações!!

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