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Festa leva alegria e conforto a crianças internadas no InCor

Evento integra a programação do aniversário de 40 anos da instituição

12.04.2017 | por Coração e Vida

Os pequenos pacientes do setor de cardiopatia congênita do InCor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da FMUSP saíram da rotina hospitalar nesta quarta-feira (12) e tiveram uma manhã mais doce e alegre.

A poucos dias da Páscoa, o maior centro de tratamento em cardiopediatria da América Latina preparou uma festa para comemorar a data e celebrar os 40 anos do InCor.

As 70 crianças internadas atualmente ficaram encantadas com o ambiente preparado especialmente para elas, além de ganharem ovos de Páscoa. Os sorrisos tímidos logo deram espaço para abraços e fotos com o grande coelho de pelúcia, o Super Homem, a princesa Bela e um simpático palhaço.

Gabriel, de 2 anos, era um dos mais animados na celebração. Internado há um mês, para tratar o estreitamento da artéria do coração, o pequeno pode esquecer por alguns instantes que estava em um hospital.

Para a mãe, Daniene Nascimento, o momento de descontração serve de alento para quem precisa passar por ali. “É muito difícil estar aqui com um filho, mas situações como esta servem para deixar as coisas mais leves e alegres.”

O cardiologista Roberto Kalil Filho, diretor do InCor, afirmou que os eventos promovidos pelo hospital servem para trazer um pouco de conforto aos pacientes. “O mais importante nesse momento é poder trazer felicidade para as crianças. O sorriso delas mostra que estamos no caminho certo.”

O sentimento foi compartilhado pela cardiologista Nana Miura, da unidade clínica de cardiologia pediátrica. “A felicidade ajuda muito na melhora dos pacientes.”

O centro de tratamento do InCor é reconhecido por oferecer um tratamento humanizado. As portas dos quartos ficam abertas. As crianças são incentivadas a caminhar pelo espaço, interagir com outros pacientes e aproveitar a sala de brinquedos.

Cíntia Cristiana de Souza, mãe de Victor Gabriel, frequenta o hospital há seis anos, idade do filho. “Ele nasceu e veio para cá. Fico muito tranquila em saber que ele está sendo atendido no melhor hospital do Brasil. Eles fazem de tudo para nos sentirmos em casa. A festa está linda e é mais um carinho que eles demonstram com a gente.”

O diretor do Serviço de Cirurgia Cardiopediátrica e de Congênitos do Adulto, Marcelo Jatene, também falou da importância da distração para a rotina dos pacientes.

“A festa anima as crianças e ajuda a combater o estresse das famílias. Um momento importante que, sem dúvida nenhuma, ajuda no tratamento.”

Emocionada, a cantora Mariana Aydar recordou de um período em que esteve internada na infância. “Foi uma época muito determinante para mim. Observando como as crianças são tratadas com carinho aqui é impossível não me lembrar daquele episódio e perceber a importância desse lugar.”

A modelo e apresentadora Mariana Weickert afirmou ter ficado muito feliz em participar deste momento com as crianças. “É uma vivência dura, mas não dá para deixar de notar o lindo trabalho que é feito.”

A festa contou ainda com a participação e organização de Bia Aydar, Maythe Birman, Fabiola Lutfalla, Rafaella Kalil, Maria Pinna, Pati Piva, Ana Luiza Bertelli e Beatriz Yunes.

“É um mutirão do bem. Nossa intenção é nos mobilizarmos cada vez mais para criar ações que tragam benefícios à sociedade”, afirmou Maythe.

Cardiopatia

Mais de 23 mil crianças nascem com problemas cardíacos todo ano no Brasil. Desse total, 18 mil precisam de uma cirurgia para corrigir esses problemas.

Essas doenças são conhecidas como cardiopatias congênitas, um defeito na estrutura e função do coração presente no momento do nascimento, segunda maior causa de morte nas crianças abaixo de 1 ano.

Alguns fatores de risco podem desempenhar um papel no desenvolvimento da cardiopatia, entre eles hereditariedade, doenças cromossômicas, rubéola e diabetes tipos 1 e 2 na gravidez, além do consumo de álcool, drogas e alguns medicamentos durante a gravidez.

Entre os sintomas da cardiopatia congênita estão cianose (pele com coloração azulada), falta de ar, pneumonias de repetição, tosse, sudorese ou cansaço para as mamadas (neonatal), tonturas ou desmaios e inchaço do tecido do corpo ou órgãos (edema), por disfunção do músculo cardíaco.

Conheça os tipos de cardiopatia congênita:

– Comunicação interventricular (CIV): representada por uma malformação que permite a passagem de sangue do ventrículo esquerdo ao ventrículo direito e pode causar fluxo aumentado nos pulmões;

– Comunicação interatrial (CIA): representada pela passagem de sangue do átrio esquerdo ao átrio direito;

– Persistência do canal arterial (PCA): representada pela permanência de um ducto que permite o desvio de sangue da artéria aorta para a artéria pulmonar. É comum em crianças nascidas prematuramente;

– Estenose pulmonar valvar (EPV): causa obstrução na passagem de sangue do ventrículo direito para a artéria pulmonar;

– Coarctação de aorta (CoAo): representada pelo estreitamento da artéria aorta e causa hipertensão arterial sistêmica;

– Valva aórtica bicúspide: malformação muito diagnosticada que pode dar sintomas na maioria dos casos na vida adulta;

– Tetralogia de Fallot (TF): é uma causa de cianose em crianças (doença do bebê azul). Trata-se de uma associação de quatro malformações, constituídas por comunicação interventricular, estenose pulmonar, hipertrofia do ventrículo direito e dextroposição de aorta (aorta mais à direita).

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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