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Michel Temer é submetido a angioplastia para desobstruir artérias

Entenda a diferença entre o procedimento e o cateterismo

27.11.2017 | por Coração e Vida

O presidente Michel Temer passou por um procedimento de desobstrução de três artérias cardíacas na última sexta-feira (24), conhecido por angioplastia. Ele recebeu alta hospitalar por volta das 10h10 desta segunda-feira.

O quadro de saúde de Temer, que tem 77 anos, se manteve estável após o procedimento, segundo o Hospital Sírio-Libanês. Depois de receber o implante de stent, dispositivo que mantém a artéria aberta para o sangue fluir normalmente, Temer ficou sob acompanhamento da equipe do cardiologista Roberto Kalil Filho.

O cateterismo é o exame que avalia essas obstruções nas artérias, ou seja, consegue estimar se alguém está na iminência de um infarto. Se as artérias estiverem comprometidas, a angioplastia é realizada.

Foto: Shutterstock

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O cardiologista João Vicente da Silveira, do Hospital Sírio-Libanês, tirou algumas dúvidas sobre os dois procedimentos. Confira:

Como é feito o cateterismo?

O médico afirma que o cateter, que é um tubo fino e flexível, é inserido na artéria do braço ou da perna do indivíduo e conduzido até o coração. Usa-se uma anestesia local para realizar o procedimento.

“O paciente fica consciente e pode acompanhar o exame, mas, devido à agitação e a ansiedade, normalmente opta-se por fazer uma sedação leve”, explica.

É preciso contraste?

Sim. Para que os médicos consigam ver exatamente onde está o problema na artéria, o contraste de iodo se faz necessário. Para os alérgicos, no entanto, o cardiologista conta que há uma alternativa, que é a administração de medicamentos antialérgicos alguns dias antes. Se o cateterismo for feito em uma emergência, com um paciente infartado, por exemplo, aplica-se antialérgico no momento.

O cateterismo é diferente da angioplastia?

Sim. Silveira conta que o cateterismo, que é só o exame, permite a realização da angioplastia, que é a desobstrução das artérias cardíacas, e também a colocação do stent, uma espécie de “molinha” que mantém a artéria aberta. Com isso, quem está na iminência de um infarto consegue evitar o evento cardíaco e quem está infartado, tem a artéria desobstruída.

Há riscos?

Sim. Silveira explica que, por ser um exame que acessa um órgão vital, há risco. Ele, porém, é baixo. Assim como em qualquer procedimento, o médico saberá avaliar se vale a pena ou não realizar o exame.

No entanto, a realização do procedimento é muito comum, já que quem está infartado tem um risco de 50% de morrer na primeira hora do evento cardiovascular, e o cateterismo pode salvar a vida de muitos.

O exame é feito em qualquer idade?

Silveira explica que sim. “Até um bebê com cardiopatia congênita pode fazer o exame. Crianças, adultos e idosos também.”

Quanto tempo demora?

O cateterismo em si de 20 a 30 minutos e depende da gravidade encontrada no momento. Se for necessário implantar stent, varia entre uma e duas horas, explica o cardiologista.

Quanto tempo depois do exame posso voltar às atividades normais?

Se o acesso do cateterismo cardíaco for pela perna, é necessário um repouso desta perna de seis a oito horas. O ideal é não voltar ao trabalho no dia do exame. Quando é feito a angioplastia, no entanto, o paciente deve ficar internado por pelo menos um dia.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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