Cardiologistas fazem alerta para infarto em mulheres

No Dia Internacional da Mulher, saiba como identificar e prevenir a doença

8.03.2017 | por Coração e Vida

Dor no peito, formigamento e até suor em excesso. São estes os sintomas mais conhecidos do infarto do miocárdio. No caso das mulheres, no entanto, eles nem sempre estão presentes e quando estão, pode ser apenas uma sensação de angústia no peito que não causa o mesmo nível de preocupação com o coração, e a demora no diagnóstico aumenta o risco de mortes.

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que mulheres acima dos 60 anos morrem de quatro a seis vezes mais do coração do que de câncer de mama e de colo de útero, apesar destas últimas serem a doença que mais preocupa o sexo feminino.

A entidade também informa que, atualmente, no Brasil, 42% das pessoas que infartam e morrem são mulheres.

Foto: Shutterstock

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No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o cardiologista Roberto Kalil Filho, diretor das áreas de Cardiologia do InCor e do Hospital Sírio-Libanês, faz um alerta para a falta de prevenção da doença nas mulheres.

“A mulher tem o mito de que não infarta. Na cabeça do público feminino, ela vai ao ginecologista, no mastologista, mas não vai com frequência a um cardiologista”, afirma.

Com números tão alarmantes, é mais do que necessário que as mulheres fiquem alertas à saúde cardíaca, principalmente as que já entraram na menopausa.

Nesta fase da vida, ocorre uma queda acentuada do estrogênio, hormônio que tem como uma de suas funções regular o colesterol no organismo da mulher. A queda nos níveis do hormônio favorece o aumento do colesterol ruim e a baixa do nível de colesterol bom no sangue. A “gangorra” faz com que o colesterol se acumule nas artérias e interrompa o fluxo sanguíneo, facilitando o infarto.

Essas mudanças fazem da menopausa um período crítico para problemas cardíacos nas mulheres, mas a mortalidade por doenças cardiovasculares em um grupo mais jovem vem surpreendendo os cardiologistas.

A cardiologista Roberta Saretta, do Hospital Sírio-Libanês, explica que a mulher foi adquirindo esses outros fatores de risco, que antes eram “exclusivos” dos homens, por conta de uma rotina mais atribulada.

“Com a expressiva participação no mercado de trabalho e a segunda jornada em casa, o universo feminino passou a conviver com esses problemas silenciosos, como é o caso do colesterol alto, da diabetes e do tabagismo.”

Se a mulher tem fatores de risco como hipertensão arterial, tabagismo, obesidade, diabetes e sedentarismo, além de predisposição genética, é recomendável procurar um médico cardiologista a partir dos 30 anos para fazer uma avaliação.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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