Coração e Vida | Diabetes aumenta no país e atinge 8,9% dos brasileiros - Coração e Vida

Diabetes aumenta no país e atinge 8,9% dos brasileiros

Controle da doença é o que garante uma boa qualidade de vida, diz especialista

14.11.2017 | por Coração e Vida

O número de brasileiros diagnosticados com diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016. As mulheres são maioria entre os afetados pelo problema.

No Dia Mundial do Diabetes, o site Coração & Vida faz um alerta para a doença, que pode não apresentar nenhum sintoma e as pessoas acabarem descobrindo a enfermidade em estágio bastante avançado, comprometendo funções do organismo e a qualidade de vida.

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Quando não é feito o controle correto, o paciente pode desenvolver problema renal, má circulação do sangue –com danos para os pés e para os membros inferiores–, além de doenças nos olhos, como cataratas, retinopatia e glaucoma.

A diabetes provoca o aumento da concentração de glicose no sangue e pode ser causada por duas situações. No tipo 1, a produção de insulina é insuficiente ou inexistente. No tipo 2, as células são resistentes à insulina.

Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Alexandre Hohl, entre as principais causas da diabetes estão os maus hábitos alimentares, sedentarismo, sobrepeso e obesidade, além de hereditariedade.

“O tratamento é igual para todos, mudança de estilo de vida. Equilibrar o peso, fazer atividade física e mudar a dieta”, explica Hohl.

No caso da alimentação, cuidados básicos fazem toda a diferença. Ficam fora do cardápio fontes de carboidrato e de rápida absorção, como refrigerantes, doces e os à base de farinhas, como pães, bolos e biscoitos. Grãos em geral ficam liberados, assim como pão integral, peixe, carnes magras, vegetais, hortaliças e frutas.

Além de seguir uma dieta adequada e adotar um estilo de vida saudável, é necessário acompanhamento médico. A associação de todos os cuidados pode normalizar a glicemia, afastando o risco de diabetes.

Prevenção constante

O diabetes tipo 2 é mais comum em pessoas acima dos 40 anos de idade e obesas. Daí buscar um estilo de vida mais saudável ser importantíssimo para controlar o quadro.

Cuidados com a dieta podem, por exemplo, proteger melhor o pâncreas e, assim, evitar seu esgotamento precoce quanto à capacidade de produção de insulina.

A prevenção das doenças cardiovasculares nos pacientes com diabetes é, geralmente, feita por meio do controle desses fatores de risco, observando questões como hipertensão, glicemia, tabagismo, obesidade, colesterol e sedentarismo.

Praticar ao menos 30 minutos de atividade física moderada, como uma caminhada, pelo menos cinco vezes por semana, já ajuda na prevenção.

Mas há casos em que é necessário o uso de medicamentos. Segundo estudos apresentados nos Estados Unidos, durante congresso da Associação Americana de Diabetes, o uso de remédios específicos para controlar a glicose no sangue vem mostrando que também pode reduzir em até 15% o risco de ataque cardíaco em pacientes com diabetes do tipo 2.

Os pacientes diabéticos podem, ainda, sofrer um infarto sem perceber imediatamente.

Pacientes que convivem com o diabetes há muitos anos e de maneira mal controlada chegam a apresentar uma “isquemia silenciosa” – sem dor. O controle clínico quando se é diabético é, portanto, decisivo.

Tratamento abrangente

Quando o acompanhamento do paciente diabético acontece com uma equipe multidisciplinar, reunindo especialistas como médicos endocrinologistas, nefrologistas, nutricionistas, educadores físicos e outros, os ganhos são muito maiores para a saúde geral.

Exames mais abrangentes, como cintilografia miocárdica e ecocardiograma, também tornam o atendimento mais completo e eficiente tanto no quadro de diabetes quanto no surgimento das doenças cardíacas associadas.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

Deixe seu comentário

1 comentário

  1. Francisco Cerqueira disse:

    Favor passar o nome do aparelho para ver Glicemia, que nao precisa usar agulha. Fica aderido a pele por ate 14 dias.

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.
* Campos obrigatórios.

Esse site é melhor visualizado no modo Portrait.

Esse site é melhor visualizado no modo Landscape.