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Os avanços para o combate ao câncer de mama

Como medicamentos mais eficientes e terapias inovadoras e focadas estão permitindo a evolução dos tratamentos

16.10.2017 | por Flávia Pegorin - Equipe Coração e Vida

Durante anos, os medicamentos contra o câncer de mama foram desenvolvidos para matar células cancerosas sem matar muitas células saudáveis. Agora, os oncologistas avisam: drogas mais modernas adicionaram novas abordagens – entre elas, medicamentos que combatem o câncer, mas mantêm o sistema de defesa natural do corpo preservado.

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Você sabia… Que pode reduzir o risco de ter um câncer?

Sim, a cura do câncer ainda está em processo de pesquisa, mas as notícias dos últimos anos já podem ser consideradas boas.

Foto: Shutterstock

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Embora comumente agrupados como quimioterapia, os medicamentos tradicionais contra o câncer são apenas uma área de oncologia médica usada hoje. Os tratamentos, coletivamente referidos como terapia sistêmica, também incluem terapia hormonal e terapia direcionada.

As duas modalidades usam agentes bloqueadores de hormônios, como estrogênio ou progesterona, impedindo o crescimento de alguns tipos de câncer; ou utilizam o próprio sistema imunológico do paciente para procurar e destruir certas células de câncer de mama.

“Nos últimos anos apareceram alguns medicamentos para terapia-alvo que agem junto com a quimioterapia”, explica Alfredo Barros, coordenador do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

O mais conhecido deles é o trastuzumabe – e agora, mais recentemente, os médicos podem usar ainda o pertuzumabe (ambos em fase de aprovação também pelo SUS, o Sistema Único de Saúde).

“Com eles, a terapia-alvo é dirigida somente para as células cancerosas, o que significa que estamos em uma etapa de tratamento em que as células sadias são preservadas”, diz Barros.

Segundo o especialista, cada vez mais as cirurgias estão menos extensas, um ganho para os pacientes.

“Indica-se muito uma cirurgia onde a parte central da mama é retirada, mas não a papila e aréola. Então, introduzimos o silicone para reconstrução da mama”, afirma o especialista.

Essa cirurgia, chamada adenectomia mamaria, vem obtendo resultados estéticos cada vez melhores, fazendo com que a mulher tenha menor impacto emocional com o tratamento do câncer.

Atualmente, o tratamento de câncer de mama é bem semelhante em todo o mundo. Quando surge alguma inovação em termos de medicamentos mais eficazes, o próprio laboratório fabricante tem interesse em difundir o medicamento. A demora para a chegada de novos procedimentos, assim, está bem menor nos dias de hoje.

Os Estados Unidos estão mais avançados na questão das pesquisas sobre o câncer de mama há muitos anos.

Mas no Brasil o tratamento também está alinhado com as melhores terapias desenvolvidas – o Hospital Sírio-Libanês, por exemplo, trabalha em parceria com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, uma referência em Nova York.

A parceria permite oferecer aos pacientes recursos mais avançados e que ajudem a enfrentar uma doença que ainda vitimiza cerca de 12 mil mulheres por ano no Brasil.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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