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Primavera contribui para aumento de casos alérgicos

Especialista dá dicas para evitar crises e aproveitar a estação

22.09.2017 | por Coração e Vida

Com a chegada da primavera, que começa oficialmente nesta sexta-feira, 22 de setembro, é comum o aumento dos casos de alergia, ou seja, das crises de asma e rinite. Mas por que ficamos mais alérgicos na primavera? Por conta do pólen das plantas.

O pólen é uma pequena substância que algumas árvores e flores dispersam pelo ar, geralmente no início da manhã, no final da tarde e em alguns momentos em que o vento balança as folhas das árvores, atingindo pessoas geneticamente predispostas.

Foto: Shutterstock

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O tempo seco e a variação de temperatura, que favorecem a suspensão de pequenas partículas no ar, são os principais fatores que contribuem para esse quadro alérgico.

Segundo a alergologista do Hospital e Maternidade São Luiz Yara Mello, os casos podem piorar, principalmente, nos estados do Sul.

“Durante o período, o pólen é levado de uma planta para outra por insetos ou pelo vento, o que pode ocasionar a entrada desses grãos pelas vias nasais, tornando um incômodo para quem já sofre com esses problemas.”

Entre os sintomas mais comuns estão falta de ar, espirros, congestão nasal, lacrimejamento e coceira nos olhos e no nariz.

“Recomenda-se manter a casa limpa, filtrar o ar por meio de ar-condicionado e procurar um especialista para realizar o teste especializado”, afirma a especialista.

No Brasil, estima-se que existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que a asma é a terceira/quarta causa de hospitalização no país, que ocupa a oitava posição mundial em prevalência da doença, registrando cerca de 270 mil internações ao ano.

Já a rinite é um problema global de saúde pública, afetando cerca de 20 a 25% da população mundial.

Confira algumas dicas para não desenvolver uma crise alérgica na primavera:

– Realizar a limpeza dos olhos e do nariz com soro fisiológico para hidratar;

– Lavar as mãos com frequência, uma vez que elas são agentes transmissores de vírus e bactérias;

– Manter sempre o ambiente limpo;

– Ingerir muito líquido para manter a temperatura do corpo estável;

– Dar preferência aos alimentos mais leves;

– Deixar as janelas de casa e do carro fechadas no início da manhã e no fim da tarde;

– Deixar os casacos e sapatos na entrada da casa;

– Evitar frequentar jardins ou locais com muito vento;

– Não secar roupa ao ar livre.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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