Coração e Vida | Wi-Fi faz mal à saúde? - Coração e Vida

Wi-Fi faz mal à saúde?

Presente em quase todos os lugares, os sinais de internet sem fio são, sim, seguros

22.07.2017 | por Camila Sotério - Equipe Coração e Vida

O Wi-Fi, utilizado para rotear o sinal de internet para diversos aparelhos, está em todos os lugares, seja em casa, no trabalho, nos parques ou comércios.

Com o maior uso de aparelhos eletrônicos que precisam de internet, como smartphones, tablets, computadores e até mesmo TVs, é difícil imaginar uma vida sem essa técnica.

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

A expansão da tecnologia, no entanto, fez crescer também os boatos e mitos urbanos que relacionam as ondas do Wi-Fi a possíveis danos à saúde, como câncer. Tudo não passa de um mito.

O sinal do Wi-Fi é proveniente de ondas eletromagnéticas geradas pelos dispositivos eletroeletrônicos, para haver comunicação entre eles. A frequência utilizada é bastante baixa e, por isso, não apresenta riscos, mesmo em crianças e grávidas.

“O Wi-Fi opera numa escala de até 6GHz e, consequentemente, a energia que essa onda possui não é capaz de promover quebras moleculares. Portanto, não apresenta riscos diretos à saúde, diferentemente das radiações ionizantes, como os raios-x, que possuem frequências mais de um milhão de vezes maiores que as do Wi-Fi”, explica Alexandre Nagao de Sousa, físico da radioterapia do Hospital Sírio-Libanês.

A mesma lógica se aplica ao aparelho de micro-ondas, que também já foi considerado um risco no passado. A frequência das ondas emitidas por esses aparelhos é muito baixa, não sendo capaz de promover alterações nas células do organismo.

O que possivelmente fez com que esse mito ganhasse força é que há sim alguns tipos de radiações que prejudicam a saúde, como a ultravioleta e o raio-x, que podem ocasionar riscos quando há exposição prolongada e sem a proteção correta.

“Micro-ondas e as frequências de telecomunicações como o Wi-Fi são classificadas como radiações não ionizantes, aquelas que não possuem energias suficientes para arrancar elétrons dos átomos. Somente com radiações ionizantes o processo ocorre e está relacionado à produção de danos biológicos e à transformação de células saudáveis em células cancerígenas”, explica o físico.

Para se ter uma ideia, o Wi-Fi tem uma frequência de ondas menor até que a do rádio, equipamento que acompanha a humanidade há décadas, sem nunca ter sido associado a danos ao homem.

Mas de onde surgem esses mitos? O especialista tem uma explicação.

“Tendo em vista a grande acessibilidade de novos aparelhos eletroeletrônicos à população, o uso excessivo dos mesmos e a falta de conhecimento sobre o funcionamento dessas novas tecnologias, é justificável a preocupação do impacto delas à sociedade e à saúde”, esclarece Sousa.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

Deixe seu comentário

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.
* Campos obrigatórios.

Esse site é melhor visualizado no modo Portrait.

Esse site é melhor visualizado no modo Landscape.