Coração e Vida | Crianças: 250 milhões serão obesas em 2030, indica estudo

Crianças: 250 milhões serão obesas em 2030, indica estudo

Especialistas são taxativos: se não tratadas, têm 80% de chances de se tornarem adultos obesos e desenvolver sérias doenças. Entenda:

11.10.2019 | por Equipe Coração e Vida
A expectativa é que, em nove anos, somente no Brasil, haja quase 8 milhões de jovens de 5 a 19 anos obesos. FOTO:SHUTTERSTOCK

A expectativa é que, em nove anos, somente no Brasil, haja quase 8 milhões de jovens de 5 a 19 anos obesos                           FOTO: SHUTTERSTOCK

Um novo levantamento da Federação Mundial da Obesidade mostra que a quantidade de crianças obesas no mundo tende a aumentar muito nos próximos anos. De acordo com o Atlas de Obesidade, atualmente, há 150 milhões de crianças obesas.  Até 2030, o número deve chegar a 250 milhões, o que representa um crescimento de 66%. A expectativa é que, em nove anos, somente no Brasil, haja quase 8 milhões de jovens de 5 a 19 anos obesos. Os dados são alarmantes e podem indicar a formação de uma geração mais propensa a desenvolver doenças como diabetes, hipertensão, síndrome metabólica e apneia do sono.

As endocrinologistas Claudia Cozer e Aline Guimarães explicam que crianças obesas têm 80% de chance de se tornarem adultos obesos —  quando não tratadas. Além disso, as próprias crianças e adolescentes obesos podem apresentar outras doenças como resistência à insulina, pré-diabetes, esteatose hepática (gordura no fígado) e hipertensão.

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De acordo com as especialistas, a obesidade infantil pode ser causada por diferentes fatores. São eles: aumento de tempo de telas, ou seja, horas à frente de tablets, vídeo-games ou celulares, e, consequente redução da atividade física. O aumento da disponibilidade de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, também está entre os fatores de risco, bem como privação do sono e predisposição genética.

Por isso, pais, familiares e educadores têm papel importante no auxílio a adoção de hábitos mais saudáveis. “Os pais devem ‘desembalar menos e descascar mais’”, enfatiza Cláudia. Evitar É preciso alimentos ricos em adição de gorduras e açúcar, como bolachas recheadas, salgadinhos e macarrão instantâneo é fundamental.

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E o processo para um resultado final com mais saúde e disposição deve ser iniciado ainda  na fase da introdução alimentar, ou seja, após os seis meses de idade. Ofertar alimentos in natura, como verduras, legumes e frutas — repetidamente, independente da primeira impressão da criança em relação ao alimento — é primordial. Os pais também devem observar sinais reais de fome e saciedade.

Para saber se a criança está acima do peso é preciso calcular o conhecido Índice de Massa Corporal (IMC) — relação entre massa corporal e altura — e avaliar de acordo com as curvas de normalidade estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É importante lembrar que a busca por um profissional é sempre importante.

Revisão técnica 

Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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