Coração e Vida | 27 de junho é o Dia Internacional do Diabético - Coração e Vida

27 de junho é o Dia Internacional do Diabético

Veja como é possível ter qualidade de vida e prevenir-se de complicações da doença

27.06.2019 | por Equipe Coração e Vida

 

Foto: Shutterstock

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Todo mundo sabe que diabetes é uma doença crônica, na qual o corpo não produz insulina (diabetes tipo 1), ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz (diabetes tipo 2). É a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, responsável por controlar quantidade de glicose, obtida por meio de todos os alimentos que ingerimos, no sangue. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros vivem com a doença — o que representa 6,9% da população nacional. Mas, por mais difícil que possa parecer, é, sim, possível viver bem com a condição: basta adotar tratamento adequado associado à dieta balanceada, além da prática de exercícios físico e controle de peso.

A endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtorno Alimentar do Hospital Sírio-Libanês, Cláudia Cozer Kalil explica que as pessoas que têm diabetes precisam ter alguns cuidados específicos com a alimentação. “Os diabéticos devem cortar açúcares e alimentos adocicados do cardápio, evitar o consumo em excesso de frutas e sucos, por serem ricos em frutose, reduzir a ingestão de carboidratos e fracionar a dieta, evitando comer porções muito grandes”, diz a médica.

De acordo com a especialista, é o controle da doença que garante uma boa qualidade de vida. Evitar o cigarro, controlar os níveis de colesterol e de triglicerídeos, além de moderar a ingestão de bebidas alcoólicas, são atitudes que também devem estar no planejamento de controle da doença. Por isso, pessoas com a condição devem priorizar a ingestão de proteínas, legumes, verduras, grãos, leite e derivados.

Mais: Dr. Kalil explica: diabetes pode provocar problemas cardíacos?

Diabetes Tipo 1 e Tipo 2
O tipo 1 da doença é a destruição autoimune das células produtoras de insulina, cuja causa é desconhecida. Há evidências de que esteja ligado ao componente genético e, normalmente, aparece na infância ou na adolescência. O tipo 2, a forma mais comum da doença, está relacionado a questões que envolvem o estilo de vida, como sedentarismo, consumo em excesso de açúcares e carboidratos, obesidade, e uso de medicamentos que atrapalham a ação da insulina (responsável por levar a glicose às células). Cláudia Cozer Kalil destaca, ainda, que existem outros dois tipos da doença: o diabetes gestacional, que aparece na época da gravidez e pode melhorar no pós-parto, e o diabetes latente autoimune do adulto (LADA), que é o desenvolvimento tardio do tipo 1, aparecendo somente na idade adulta.

É preciso se cuidar e prestar atenção aos principais sintomas. Entre eles estão sede, fome, cansaço em excesso, perda de peso rápida e/ou involuntária, hálito modificado, visão embaçada e vontade de fazer xixi mais frequente que o usual. Ao surgimento de qualquer sintoma, é necessário buscar um médico. Quando não tratado, o diabetes pode evoluir e causar problemas ainda mais graves como insuficiência renal; coronariopatias, afetar nervos periféricos (o que pode levar à amputação de membros), úlceras; retinopatia diabética (que pode levar à perda da visão), e até derrame e infarto.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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