Coração e Vida | Ficou mais difícil emagrecer? Pode ser o efeito platô

Ficou mais difícil emagrecer? Pode ser o efeito platô

Endocrinologista explica o que é o fenômeno, e dá dicas de como driblá-lo

24.07.2019 | por Equipe Coração e Vida

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Atingir o peso ideal é um verdadeiro desafio para muitos brasileiros. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 53% da população está acima do peso. Se começar uma dieta é difícil, continuar nela pode ser ainda mais. Isso porquê é muito comum que depois de certo tempo o corpo pode se acomodar frente a algum estímulo, seja por conta da alimentação, ou, até mesmo, pela sequência de treinos. Com isso, a perda de peso pode estacionar ou ser mais lenta. Esse fenômeno é conhecido como efeito platô.

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A endocrinologista do hospital Sírio-Libanês, Cláudia Cozer Kalil explica que, com o passar do tempo, o organismo pode interpretar a mudança na alimentação como uma escassez alimentar e, por proteção, diminuir o metabolismo. Isso quer dizer que o corpo aumenta a absorção de nutrientes na tentativa de evitar que o indivíduo perca muito peso. É como se fosse um mecanismo de defesa natural.

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De acordo com a especialista, quanto maior o grau de atividade física aeróbica, menor é a chance de ocorrer o efeito platô. Mas a tendência é que a perda de peso fique mais difícil quando a pessoa está mais próxima do seu índice de massa corporal (IMC) ideal. O IMC é calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros) e o resultado deve ficar entre 18,5 e 25, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para fugir do efeito platô, Claudia Cozer Kalil diz que o melhor é evitar dietas muito restritivas por períodos longos. Realizar atividades físicas com frequência, e adotar uma alimentação mais saudável de forma natural é o segredo para manter a boa forma.  “Assim, o organismo vai entender que esse é o novo ambiente calórico”, afirma.

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Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

 

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