Coração e Vida | Treino HIIT (intervalado) segue em alta e queima mais gordura

Treino HIIT (intervalado) segue em alta e queima mais gordura do que atividade moderada

Pesquisadores brasileiros analisaram 41 estudos sobre a modalidade esportiva. Saiba o que é, como funciona e por que faz tanto sucesso

8.10.2019 | por Equipe Coração e Vida

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Faltando pouco mais de dois meses para a chegada do verão, o objetivo de muitos homens e mulheres é o mesmo: perder alguns quilinhos extras e ficar em forma na estação mais quente do ano. E para ajudar a conquistar tal objetivo, o treino intervalado de alta intensidade, conhecido como HIIT (High Intensity Interval Training), continua em alta. E não à toa. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Goiás, a prática regular de HIIT é capaz de reduzir a gordura total em 6%, enquanto um mesmo período de treinamento contínuo, de intensidade moderada fica em 3,4%. Os dados foram publicados no prestigiado British Journal of Sports Medicine, no primeiro semestre desse ano. Foram analisados 41 estudos sobre HIIT e treinos de intensidade moderada.

Mas você sabe o que é exatamente o HIIT? De acordo com o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM), os intervalos de alta intensidade são exercícios que você normalmente realiza utilizando de 80% a 95% da frequência cardíaca máxima (medida com a ajuda de um monitor cardíaco), de cinco segundos a oito minutos – também podendo ser realizado de 4 a 30 minutos — curtos períodos de exercícios em alta intensidade, misturados com períodos de atividades em ritmo moderado ou descanso absoluto. Pode ser feito na esteira, na bicicleta ou no transport (aparelho de ginástica, também conhecido como elíptico), por exemplo. Geralmente, quanto menor o intervalo, maior a intensidade e vice-versa.

“O HIIT retarda o tempo de exaustão, o que melhora a capacidade e o condicionamento físico, tornando-o superior aos exercícios contínuos de intensidade moderada. Em pacientes com alteração glicêmica há, também, um melhor controle”, explica Gabriela Ramalho, cardiologista do Hospital Albert Einstein,

Segundo a especialista, para ganho de massa muscular, o HIIT deve ser associado à musculação. Pessoas com histórico de problemas cardíacos ou doenças pulmonares devem passar por uma avaliação médica antes de começar a praticar a modalidade.

Vantagem para diabéticos
De acordo com estudos recentes, a modalidade HIIT demonstrou, mais do que melhorar a boa forma e a saúde cardiovascular, diminuir os níveis de colesterol e a sensibilidade à insulina — o que ajuda a estabilizar os níveis de açúcar ou glicose no sangue. Em 2018, a modalidade liderou a pesquisa anual de tendências mundiais de fitness do ACSM. Permaneceu entre os cinco primeiros desde que entrou em primeiro lugar, em 2014.

Revisão técnica 
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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