Coração e Vida | Jejum intermitente: novos estudos sugerem benefícios além da perda de peso

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Jejum intermitente: novos estudos sugerem benefícios além da perda de peso

Doenças cardiovasculares, pressão alta, entre outras complicações poderiam ser beneficiadas com a prática. Acompanhamento profissional é essencial

19.01.2020 | por Equipe Coração e Vida

 

Estudos americanos sugerem novos benefícios. Orientação profissional é fundamental antes da prática.FOTO: SHUTTERSTOCK

Estudos americanos sugerem novos benefícios. Orientação profissional é essencial antes de adotar a prática. FOTO: SHUTTERSTOCK

Dois novos estudos norte-americanos sugerem que benefícios do jejum intermitente poderiam ir além da perda de peso. Após análise de mais de 80 trabalhos relacionados ao tema, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, apontam que a prática é benéfica para condições como obesidade, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, câncer e até transtornos neurológicos.

Além disso, de acordo com médicos da Universidade da Califórnia, em San Diego, o jejum de 14 horas ajudaria a reduzir a pressão arterial e os níveis de colesterol.

Para que não sabe, o jejum intermitente é uma dieta que mescla um período de privação alimentar com intervalos de alimentação balanceada. O tempo de jejum pode variar de acordo com as características de cada pessoa. E, nos períodos em que a alimentação é liberada, geralmente há uma restrição calórica que deve ser individualizada. Mas, atenção: é importante que o paciente passe por avaliação médica antes de iniciar o método.

Mais:
Jejum intermitente: o que é, quem pode fazer e como deve ser feito

Nutróloga do Hospital Israelita Albert Einstein, Andrea Pereira explica que os benefícios do jejum intermitente estão relacionados à perda de peso. Por isso, consequentemente, pode haver redução na gordura corporal, além de atuar contra a resistência insulínica — quando as células do corpo respondem cada vez menos à presença do hormônio. “É assim que acontece em vários tipos de dieta associadas a prática regular de atividade física”, explica a médica.

A especialista ressalta, ainda, que os dois novos estudos avaliaram pesquisas pré-existentes, muitas realizadas em animais. “Por isso, ainda não há total garantia de que a resposta em humanos seja exatamente igual. O que temos bem estabelecido é que o jejum intermitente é uma estratégia eficaz para a perda de peso”, afirma a nutróloga.

De acordo com um levantamento da fundação Conselho Internacional para Informação sobre Alimentação, o jejum intermitente foi a dieta mais popular de 2019. Mas é preciso atenção: a presença de um profissional que leve em conta hábitos, rotina, condições de saúde e a viabilidade de se adotar essa estratégia é fundamental.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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