Coração e Vida | 7 doenças comuns no verão: aprenda a se proteger

7 doenças comuns no verão: aprenda a se proteger

Para não ter as férias de verão interrompidas, entenda quais são os problemas mais frequentes

8.01.2019 | por Equipe Coração e Vida

As férias são sempre programadas para aproveitar, relaxar, curtir e descansar bastante. No entanto, por causa das altas temperaturas, algumas doenças comuns no verão podem se manifestar de forma mais frequente. Veja abaixo quais são elas e aprenda a se proteger.

Previna-se para não ter as férias de verão interrompidas por problemas simples, mas incômodos - Foto: Shutterstock

Previna-se para não ter as férias de verão interrompidas por problemas simples, mas incômodos – Foto: Shutterstock

Insolação: de acordo com a pediatra Flávia Nassif, a exposição excessiva ao sol pode provocar insolação. “A insolação caracteriza-se por transpiração excessiva, muita sede, elevação da temperatura, dor de cabeça e, nos casos mais graves, tontura, vômitos e dificuldade para respirar”, explica. O ideal, portanto, é evitar a exposição solar entre 10h e 16h, hidratar as crianças, oferecendo líquidos constantemente, usar roupas leves e jamais esquecer o protetor solar, além de preferir locais arejados.

Diarreia: basta um alimento em condições ruins de conservação ou estragado que a diarreia pode aparecer. “Geralmente ela é desencadeada por bactérias decorrentes de intoxicações alimentares, ou por vírus, e acontecem mais no verão”. Além disso, a médica explica que a disseminação é mais frequente no verão, porque crianças que estão doentes podem transmitir o quadro a outros por meio da água da piscina ou do mar. Por essa razão, fique atento com a procedência e higiene da sua alimentação e a dos seus filhos durante as férias, além de incentivar o hábito de sempre lavar as mãos antes das refeições.

Micoses: como normalmente o verão é acompanhado de viagens à praia ou de tardes com os amigos ao redor da piscina, os fungos presentes naturalmente nessas regiões encontram o terreno perfeito para provocar micoses. O ideal, então, é manter a pele sempre seca, ou seja, assim que sair do banho de mar ou de piscina, secar-se com uma toalha limpa. Além disso, evite ficar muito tempo com o suor da pele e prefira roupas de tecidos naturais, como o algodão.

Dengue e outras doenças transmitidas por mosquitos: por causa do clima mais úmido e quente, a proliferação de insetos aumenta, o que eleva o risco de doenças como dengue, zika, chikungunya, febre amarela e outras doenças transmitidas por meio de picadas de insetos. Fique atento e use sempre repelente de insetos, além de vistoriar semanalmente o ambiente doméstico para certificar que não há criadouros de mosquitos, como o aedes aegypti.

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Otite externa: mais uma vez, é um problema que pode acontecer por causa da água das piscinas ou mar. “A água, junto com resíduos químicos, como repelentes, bronzeadores e protetores solares, podem causar uma irritação no conduto auditivo e a quebra dessa barreira predispõe a infecções”, explica Flávia. “A não remoção da cera dos ouvidos constitui uma proteção, por ser uma substância hidrofóbica, repelindo a água”.

Dermatites: a combinação prolongada de água e sol pode culminar em uma destruição das células da superfície da pele, que tem como função principal reter água, garantindo a hidratação. “Uma vez que essa superfície é lesada, a pele fica ressecada e mais vulnerável a infecções”, explica a médica. Além do ressecamento, um aspecto vermelhado, craquelado e a coceira são sinais de que a pele pode ter sido afetada.

“Para amenizar e prevenir o problema, o ideal é não usar roupas de tecidos sintéticos e usar loções de hidratação apropriadas para a pele, preferencialmente sem cheiro, duas vezes ao dia”, recomenda Flávia. “O uso abusivo de sabonetes e produtos com fragrâncias para lavar as roupas das crianças – como amaciantes – devem ser evitados também”.

Vulvovaginites: Flávia conta que essa é uma infecção que acontece normalmente no verão e é geralmente causada por um fungo que provoca irritação da mucosa vaginal, com vermelhidão local, às vezes acompanhada de coceira e secreção. Na praia ou piscina, sempre que for possível, não fique com o biquíni úmido por muito tempo. Uma forma é escolher um horário para aproveitar a água, e, depois disso, vestir roupas secas e desfrutar o resto do tempo na areia ou à beira da piscina.

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Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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