Coração e Vida | 8 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Colesterol

8 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Colesterol

Entenda por que o colesterol elevado é uma das principais causas de infarto e acidente vascular cerebral

8.08.2019 | por Equipe Coração e Vida
Foto: Shutterstock

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Muito se fala sobre colesterol. Mas o que, de fato, é a substância?

Nem todo mundo sabe, mas a maior parte do colesterol (um tipo de gordura), é produzida pelo próprio organismo.  “A substância desempenha diversas funções essenciais para uma boa saúde, como a produção de alguns hormônios”, explica a cardiologista do Hospital Albert Einstein, Gabriela Ramalho. Entre eles estão testosterona e estrógeno. Cortisol, o chamado ‘hormônio do estresse’, e ácidos biliares, essenciais para a digestão, também são produzidos pelo colesterol. Então, de que forma pode ser prejudicial à saúde?

Com a ajuda da especialista, Coração & Vida explica:

Há dois tipos de colesterol: o HDL, considerado o ‘colesterol bom’, e o LDL, denominado de ‘colesterol ruim’. É este último um dos responsáveis pelas chamadas doenças cardiovasculares, como AVC e infarto. “Concentrações elevadas de LDL podem lentamente se depositar nas camadas internas da parede arterial, formando o que chamamos de placa aterosclerótica, ou depósito espesso e firme de gordura, responsável pela obstrução das artérias”, diz Gabriela. Ao cair na corrente sanguínea, tais placas de gordura obstruem o fluxo de sangue para todo o organismo, o que aumenta o risco de desenvolvimento de doenças.

E a atenção deve ser redobrada: a elevação do LDL não apresenta sintomas, ou seja, é silenciosa. Tal condição pode ser causada por fatores hereditários, sedentarismo, além de alimentação inadequada. Pessoas com nível de colesterol LDL acima de 160 mg/dl têm risco aumentado de desenvolver sérias doença cardiovasculares. O tratamento, na maioria das vezes, é feito com mudanças na alimentação, prática regular de atividade física e, somente em alguns casos, uso de medicamentos.

Gabriela Ramalho destaca, ainda, que é preciso ter moderação no consumo de carnes, derivados de leite, chocolates, embutidos e alimentos industrializados. Por isso, a recomendação é de, sempre que possível, aumentar a ingestão de verduras, legumes e frutas frescas.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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