Coração e Vida | AAS pode salvar vidas em caso de infarto, explica Dr. Kalil

AAS pode salvar vidas em caso de infarto, explica Dr. Kalil

Ácido acetilsalicílico deve ser administrado quando há suspeita de infarto agudo do miocárdio

26.11.2018 | por Equipe Coração e Vida

Quando alguém está sofrendo um infarto, o que se faz no primeiro momento? Além de chamar o serviço de emergência (SAMU), ligando para o número 192, um simples cuidado caseiro é capaz de ajudar a salvar vidas. Basta lançar mão do ácido acetilsalicílico (AAS), aquele analgésico tão popular e barato, que os riscos podem ser minimizados.

Em caso de suspeita de infarto agudo do miocárdio (veja quais são os sintomas aqui), Dr. Roberto Kalil recomenda macerar ou mastigar 300mg de ácido acetilsalicílico (AAS), e engolir a medicação em seguida. “Isso vai diminuir o risco ou a gravidade do evento até a chegada do SAMU”, explica o especialista.

Lembre-se de chamar o SAMU imediatamente em caso de suspeita de infarto - Foto: Shutterstock

Lembre-se de chamar o SAMU imediatamente em caso de suspeita de infarto – Foto: Shutterstock

O médico conta que o infarto acontece quando as artérias coronárias – aquelas que levam sangue para o músculo do coração – ficam obstruídas.

“Acontece um depósito de gordura na parede essas artérias, causando a redução do calibre, e isso pode levar a um estreitamento e ao fechamento da artéria. Normalmente, esse fechamento é causado pela formação de coágulos que entopem completamente – ou parcialmente – a artéria. O ácido acetilsalicílico diminui a chance dessas plaquetas se juntarem e formarem um coágulo”, detalha.

Não é para tomar todo dia

Só toma AAS diariamente quem tem recomendação médica para isso. Quem não tem, não adianta querer tomar o medicamento todo dia, pois, de acordo com Dr. Kalil, o uso em larga escala em população sem problemas cardíacos não vai reduzir os eventos cardíacos, e vai aumentar o risco de gastrite, úlceras e sangramentos gástricos. Fique atento e não se automedique sem conversar com um médico.

Assista ao vídeo em que o Dr. Roberto Kalil explica a importância dessa medida na hora do infarto:

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