Coração e Vida | Anvisa faz alerta sobre uso de medicamentos para grávidas

Anvisa faz alerta sobre uso de medicamento contra enjoo para grávidas

Após estudos sobre risco de má formação fetal, órgão brasileiro recomenda cautela na prescrição de remédios à base de ondansetrona. Mas o alarme não é unanimidade entre especialistas

9.10.2019 | por Equipe Coração e Vida

 

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Um informe da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) sobre a proibição de remédios à base de ondansetrona para grávidas chamou atenção para o tema. O alerta veio após dados de estudos americanos sobre o aumento do risco em gestantes para má-formação orofacial e cardíacas do feto.

A notícia gerou preocupação entre mulheres grávidas, uma vez que a ondansetrona é a matéria-prima de medicamentos que combatem vômito e enjoo, muito usuais no início da gravidez. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu iniciar investigação do uso de medicamentos com a substância neste grupo, e divulgou alerta para que médicos tenham cautela ao prescreverem medicamentos à base de ondansetrona– principalmente no primeiro trimestre da gestação, período em que tais sintomas são mais comuns.

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De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), no entanto, a decisão espanhola foi apoiada em dois estudos conflitantes e controversos. Ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, Renato Kalil afirma que existem diversos trabalhos científicos nacionais e internacionais que comprovam a segurança da ondansetrona. “Os efeitos dessa substância já foram estudados em crianças desde o intra útero até os seis anos de idade, e não constataram nenhum alto risco”, diz o especialista.

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A Anvisa destaca em nota que, dependendo dos resultados da investigação, existe a possibilidade de contraindicar o uso da substância no Brasil, para mulheres gravidas Por outro lado, a Febrasgo afirma não ver motivo para o não uso da ondansetrona durante o período gestacional. No entanto, a entidade ressalta que futuras mães devem ser alertadas sobre o baixo risco de malformações dos bebês, deixando o uso do medicamento para quando medidas de apoio e dietéticas, associadas a outros fármacos, não demonstrarem eficácia.

Revisão técnica 
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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