Coração e Vida | Asma pode matar em minutos, diz especialista

Asma mata cerca de 2 mil brasileiros por ano

Doença que levou à morte a escritora e roteirista Fernanda Young é crônica e não tem cura. Mas pode ser controlada. Saiba mais:

26.08.2019 | por Equipe Coração e Vida
Foto: Shutterstock

Crise de asma: brônquios e bronquíolos inflamam e ficam estreitos, dificultando a circulação do oxigênio para o sangue. Foto: Shutterstock

Na manhã do último domingo 25, os brasileiros foram surpreendidos com a triste e chocante notícia sobre a morte da escritora e roteirista Fernanda Young, aos 49 anos de idade. A causa do falecimento: grave crise de asma, que levou à parada cardíaca.

Considerada uma doença inflamatória, a asma afeta pessoas do mundo todo. Somente no Brasil, é responsável por cerca de 2 mil mortes por ano — de acordo com dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). Durante uma crise asmática, os brônquios e bronquíolos do pulmão inflamam e ficam estreitos, dificultando a circulação do oxigênio para o sangue. Em situações extremas, o organismo falha, podendo levar a alterações no ritmo de batimento do coração e até à parada cardíaca total.

Médico da divisão de pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP, Alberto Cukier explica que o número de mortes em decorrência da doença é alto e está relacionado à falta de acompanhamento médico adequado. Na maioria das vezes, ao sentir os primeiros indícios de uma crise, um paciente asmático toma remédios que aliviam os sintomas provisoriamente.


Mais:
Asma: saiba como prevenir e controlar a inflamação dos brônquios

Sem o tratamento certo, a inflamação progride e, em questão de horas ou dias, chega ao nível mais crítico. Nesse ponto, com o fechamento das vias respiratórias, o paciente morre em minutos. “Pacientes com a condição precisam estar atentos. O tratamento de manutenção é muito importante”, afirma o especialista.

Os especialistas ressaltam que a asma não tem cura, mas com medicações adequadas é possível controlar e diminuir os riscos da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, vários fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a asma. Para os fatores genéticos, destacam-se histórico familiar de asma ou rinite e obesidade — pessoas com sobrepeso têm mais facilidade de desencadear processos inflamatórios, como a asma.

Também pneumologista do Instituto do Coração, do Hospital das Clinicas, de São Paulo (ligado à USP, FMUSP), Carlos Carvalho explica que há diferentes níveis da doença e fala sobre os fatores ambientais. Entre os principais estão o clima frio, poeira, fumaça, ácaro, pelos de animais e ar condicionado sujo. “São situações que podem afetar qualquer um, mas no caso do asmático geram um problema maior”, alerta. Entre os principais sintomas da asma estão falta de ar, tosse, dor no peito e opressão torácica.

Mais:
Carne processada pode piorar asma, indica estudo

Por isso, é de extrema importância que alterações e incômodos respiratórios sejam avaliados por um especialista. Quando a asma for constatada, o tratamento deve ser feito de forma contínua e seguindo à risca as orientações médicas.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

Deixe seu comentário

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.
* Campos obrigatórios.

Esse site é melhor visualizado no modo Portrait.

Esse site é melhor visualizado no modo Landscape.