Coração e Vida | Atividade física traz benefícios para cardiopatas

Saúde do coração: atividade física traz benefícios para cardiopatas

Prática deve ser indicada pelo cardiologista após avaliação do paciente

2.08.2018 | por Fernanda Geppert

Quem tem problemas cardíacos pode praticar atividade física? A resposta é sim. Realizar exercícios também é recomendado para pacientes cardiopatas, inclusive a prática regular e adequada pode reduzir a mortalidade em até 30%.

A cardiologista Gabriela Ramalho, do Hospital Sírio-Libanês, explica que essa redução se deve ao fato do exercício ser fundamental no ganho de capacidade cardiorrespiratória (relacionada ao estado funcional dos sistemas respiratório, cardiovascular e músculo esquelético) e força muscular. Esses são fatores determinantes na prevenção de novos problemas cardiovasculares.

Recomendadas pelos cardiologistas, as atividades aeróbicas têm muitos pontos ao seu favor - Foto: Shutterstock

Recomendadas pelos cardiologistas, as atividades aeróbicas têm muitos pontos ao seu favor – Foto: Shutterstock

Para esses pacientes, no entanto, é importante que o exercício seja prescrito pelo médico de forma individualizada, assim como é feito com a indicação de medicamentos. Orientações de frequência, tempo adequado, intensidade e progressão levam em conta fatores de risco e o histórico clínico do paciente, complementando exame físico completo e uso de medicações.

Também é importante identificar condições agudas ou não estáveis como anemia, arritmias, controle de pressão e diabetes. “Todos os pacientes cardiopatas devem antes ser avaliados pelo seu cardiologista para verificar se há alguma condição aguda ou não tratada que impeça a realização de atividades físicas”, reforça Ramalho.

Aposte nos exercícios aeróbicos

Recomendadas pelos cardiologistas, as atividades aeróbicas como caminhada, corrida e bicicleta têm muitos pontos ao seu favor: melhora da capacidade cardiorrespiratória e da circulação coronariana (no coração) e nos membros inferiores (pernas), além do controle da pressão arterial e do perfil metabólico do paciente, que significa, na prática, a redução de triglicérides e da intolerância a glicose, assim como o consumo de gordura corporal. “Em alguns casos pode ser necessário iniciar a atividade física em um ambiente supervisionado, inclusive com monitor cardíaco”, explica.

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E musculação, é indicada?

A especialista explica que ambas as modalidades de exercícios, aeróbicos e resistidos (musculação), são recomendados e complementares.

A musculação, quando praticada em intensidade de leve a moderada, ainda melhora o perfil de lípides (gorduras) e glicose (açúcar). Também promove o aumento da massa e da força muscular, o equilíbrio, o bom humor e flexibilidade do paciente. Com mais independência, o paciente tem aumento na qualidade de vida.

Meia hora por dia

São recomendados pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada. É possível dividir em cinco sessões diárias de 30 minutos, por exemplo, ou 50 minutos por três vezes da semana. Já para quem pratica musculação, a recomendação é de dois a três treinos, em dias alternados.

O estilo de vida sedentário está associado ao risco maior de doença coronariana, por isso a prática de atividade física é uma das maiores aliadas da saúde de todos os corações.

 

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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