Coração e Vida | Movimente-se! Atividades simples ajudam a sair do sedentarismo

Movimente-se! Atividades simples ajudam a sair do sedentarismo

Cardiologista do esporte do Instituto do Coração (InCor) dá dicas para começar a se exercitar, e fala sobre os reais benefícios para a saúde

20.08.2019 | por Equipe Coração e Vida

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Cerca de 30% da população mundial é sedentária, de acordo com levantamento recente da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o número é ainda maior: o índice de pessoas que não faz atividade física regularmente está acima de 45%.

O dado é alarmante, uma vez que não movimentar-se regularmente aumenta o risco para o desenvolvimento das chamadas doenças cardiovasculares (condições que afetam o coração e/ou os vasos sanguíneos), como diabetes e hipertensão. Por isso, Coração & Vida conversou com a cardiologista do esporte do Instituto do Coração (InCor), de São Paulo, Patrícia Oliveira. A especialista afirma que é, sim, possível sair da inércia, ou seja, do sedentarismo, realizando atividades simples no dia a dia.

Entre os principais exemplos benéficos estão atividades cotidianas como passear com o cachorro, limpar a casa, passar roupa, realizar práticas de jardinagem, ir de bicicleta para o trabalho ou, simplesmente, optar por subir escadas — poucos andares já trazem benefícios ao organismo. “São atividades que fazem as pessoas atingirem a marca de 8 a 10 mil passos por dia. Esta é a recomendação da OMS para que uma pessoa seja considerada ativa”, explica.

Atividades simples ajudam evitar condições como hipertensão, infarto, arritmia, além do aparecimento de doenças nos ossos, aumentando o risco de haver fraturas.  Praticar atividades físicas ajuda a regular o sistema nervoso simpático, responsável pelos movimentos automáticos do organismo, como a pressão arterial, melhora a camada que reveste o interior das artérias (melhorando o fluxo sanguíneo para todo o organismo), ajuda a prevenir e controlar o excesso de peso, reduz o estresse, melhora o humor, entre outros diversos benefícios.

Iniciar tais atividades de forma lenta e gradual é importante. Exercícios de alto impacto, ao invés de ajudar, podem acarretar problemas para sua saúde. Por isso, Patrícia Oliveira, ressalta: pessoas que tenham condições específicas ou algum tipo de comprometimento, devem passar por avaliação médica antes de começar a se exercitar.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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