Azeite: entenda os reais benefícios do óleo

18 de novembro - 2019
Por: Equipe Coração & Vida
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Azeite: quanto menos vezes for submetido a processos de extração e refinamento, mais puro será FOTO: shutterstok

Por Sofia Pilagallo

Já é sabido que o azeite de oliva é um óleo natural produzido a partir da extração da azeitona, fruto da oliveira — considerada uma das árvores mais antigas do mundo.

O processo de colheita até a formação do óleo é relativamente simples: primeiro lava-se as azeitonas e mói-se os frutos, até formar uma pasta. Adiciona-se água à essa pasta e, da prensa da mistura, obtém-se o óleo e outros líquidos vegetais. Por fim, a mistura de óleo e água passa por processo de separação, originando o azeite de oliva.

Mas é importante saber que há mais de um tipo de óleo. Existem pelo menos três: o extravirgem, o virgem e o refinado. Quanto menos vezes o azeite for submetido a processos de extração e refinamento, mais puro e menos ácido será e, consequentemente, mais nutrientes e antioxidantes terá. Sendo assim, o azeite extra virgem, proveniente da primeira extração, acredita-se que seja o mais benéfico para a saúde.

Estudos sugerem que, por ter alto teor de gordura monoinsaturada (75%), o azeite de oliva extra virgem seja benéfico, sobretudo, para a saúde cardíaca. Tal propriedade favorece a redução do LDL, o chamado ‘colesterol ruim’, e contribui para o aumento do HDL, o conhecido ‘colesterol bom’.  “Além disso, o óleo de oliva apresenta diversos nutrientes, moléculas antioxidantes e fitoquímicos, como os polifenois, importantes para a saúde do organismo”, afirma a nutricionista e pós-doutora pela escola de Medicina de Harvard, Rachel Freire.

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Já o azeite refinado, que passa por várias etapas de extração e refinamento acredita-se que seja menos benéfico a saúde. E o azeite virgem, que passa por algumas etapas de extração, é um meio termo. Há também o azeite composto: uma mistura de azeite com óleos extraídos de outros alimentos (principalmente a soja). Em geral, são mais baratos e não apresentam as propriedades benéficas do azeite puro, cujas propriedades benéficas estão em menor quantidade.

Consumo ideal:
Apesar dos benefícios, a especialista recomenda que seu consumo seja moderado. “Temos que lembrar que é um óleo, apresentando o mesmo valor calórico que outros óleos e gorduras. Portanto, nada de exageros, principalmente se o objetivo for o emagrecimento”. De acordo com a profissional, pesquisas científicas sugerem que o consumo ideal seja de aproximadamente 20 a 40ml de óleo por dia — o que equivale de 1 a 2 colheres de sopa.

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Outra recomendação é que o ingrediente seja consumido frio. “Consumir o azeite aquecido em uma preparação alimentar não é preocupante. Mas consumi-lo frio, com certeza, otimiza os seus benefícios. Isto porque todo aquecimento leva a degradação dessas moléculas da gordura. Esse processo, chamado de peroxidação, leva a produção de substâncias que, quando consumidas em excesso, podem fazer mal à saúde.”

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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