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Câncer de unha?

Modelo americana chama atenção para a descoberta de câncer agressivo embaixo da unha. Entenda o caso e saiba como identificar a doença

30.04.2019 | por Equipe Coração e Vida
Karolina Jasko, ex-miss Illinois e a lesão em seu polegar direito (Foto: Reprodução Facebook)

Karolina Jasko, ex-miss Illinois, e a lesão em seu polegar direito (Foto: Reprodução Facebook)

 

Aparentemente inofensivo, uma espécie de hematoma localizado embaixo da unha da modelo americana e ex-miss Illinois, Karolina Jasko, 21 anos, jogou luz à uma doença rara, porém bastante preocupante: o melanoma acral. Também conhecido como câncer de pele nas extremidades, a condição acomete unhas, mãos e pés, e é considerado o mais raro subtipo do câncer de pele – o que corresponde a menos de 5% de todos os melanomas.

A modelo procurou um médico quando percebeu uma infecção embaixo da unha de seu polegar direito. Na ocasião, Karolina identificou uma linha vertical de cor escura na extremidade de seu polegar direito, e logo descobriu que se tratava de um câncer de pele agressivo. Após passar por cirurgia, os médicos conseguiram retirar o tumor antes que ele se espalhasse, além de salvar o dedo de Jasko.

Pacientes detectam melanoma mais cedo

Como Karolina era adepta à utilização de unhas postiças de gel (cuja fixação se dá por secagem em máquinas que emitem raios ultravioleta), alguns especialistas chegaram a relacionar o fato à exposição excessiva da pele aos raios UV, durante o procedimento de beleza. Mas, de acordo com Cristina Abdalla, dermatologista do Hospital Sírio Libanês, não há evidências científicas sobre tal fato. “Sabemos que radiação ultravioleta pode contribuir para a formação de câncer de pele, mas não sabemos a potência e tampouco a frequência com que ela era exposta aos raios durante a secagem da unha em gel”, explica Cristina. “Logo, dizer que foi exatamente isso que causou o melanoma seria leviano”, complementa.

Cristina explica, ainda, que é importante estar atento às extremidades do corpo e, qualquer sinal de manchas escuras, deve-se procurar um médico. “Nesta semana, atendi uma paciente jovem que chegou ao meu consultório com uma manchinha na unha. Ela buscou ajuda após ler a história da modelo”, conta. “O caso dela não era um câncer, mas foi importante esta procura”, reforça. 

Depois, Karolina soube que a infecção não tinha relação com o melanoma, mas a motivação pela busca de um profissional pode ter salvado sua vida. A modelo já tinha histórico de melanoma acral na família. Sua mãe lutou contra esse tipo de tumor maligno duas vezes e se recuperou, o que, acredita-se, possa ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

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Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

 

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