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    Doenças de pele e alergias agravadas no inverno

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    Vermelhidão, erupção cutânea, descamação e coceira estão entre as principais reações, que podem ser agravadas no inverno Foto: Shutterstock

    Estamos a menos de um mês do início da estação mais fria do ano e a temperatura gelada já começa a se manifestar. Para os amantes do inverno, é tempo de comemorar. Mas há, também, quem sofra muito com alergias e ressecamento da pele. “A menor exposição ao sol leva à menor síntese de vitamina D, rica em propriedades anti-inflamatórias e regenerativas, que protegem a pele de agressões externas”, explica a alergista e imunologista clínica do Hospital Sírio-Libanês, Fanny Lima.

    Também é nos dias de inverno que a frequência de banhos mais quentes aumenta. A prática faz com haja perda da hidratação natural da pele e, com isso, aumente o estímulo para o surgimento das chamadas dermatites: distúrbios inflamatórios causados por reações do sistema imunológico que envolvem a pele — muitas vezes agravados pelo tempo frio.

    As dermatites podem ser de contato — reação inflamatória na pele decorrente da exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia –, ou atópica, definida como uma doença crônica da pele, que apresenta erupções e/ou crostas. Ambos os tipos podem apresentar reações ainda mais intensas com o ressecamento da pele no inverno.

    Entre os principais sintomas comuns a todas as inflamações da pele estão coceira, vermelhidão, erupção cutânea e descamação; podendo atingir adultos e crianças. Mas, atenção: não é preciso pânico! As inflamações, na grande maioria dos casos, não são consideradas graves e, tampouco são contagiosas. De acordo com a especialista, é possível viver bem e controlar a condição específica. Mas, claro, há algumas precauções.

    Fanny explica que o primeiro, mais básico e eficiente cuidado é ingerir dois litros de água por dia, a fim de manter a pele sempre hidratada. “Além disso, é importante evitar o uso de buchas e sabonetes abrasivos, especialmente os antissépticos, pois favorecem a retirada do óleo natural da pele, deixando-a desprotegida”, enfatiza.

    Em casos de dermatites graves, cujas reações são mais intensas, ou daquelas consideradas autoimunes, ou seja, provocadas pelo próprio sistema imunológico, a exemplo de psoríase, a orientação médica não é mais opcional. A partir daí, torna-se fundamental.

    Revisão técnica
    Prof. Dr. Max Grinberg
    Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
    Autor do blog Bioamigo

     

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  • Karolina Jasko, ex-miss Illinois e a lesão em seu polegar direito (Foto: Reprodução Facebook)

    Câncer de unha?

    Karolina Jasko, ex-miss Illinois e a lesão em seu polegar direito (Foto: Reprodução Facebook)

    Karolina Jasko, ex-miss Illinois, e a lesão em seu polegar direito (Foto: Reprodução Facebook)

     

    Aparentemente inofensivo, uma espécie de hematoma localizado embaixo da unha da modelo americana e ex-miss Illinois, Karolina Jasko, 21 anos, jogou luz à uma doença rara, porém bastante preocupante: o melanoma acral. Também conhecido como câncer de pele nas extremidades, a condição acomete unhas, mãos e pés, e é considerado o mais raro subtipo do câncer de pele – o que corresponde a menos de 5% de todos os melanomas.

    A modelo procurou um médico quando percebeu uma infecção embaixo da unha de seu polegar direito. Na ocasião, Karolina identificou uma linha vertical de cor escura na extremidade de seu polegar direito, e logo descobriu que se tratava de um câncer de pele agressivo. Após passar por cirurgia, os médicos conseguiram retirar o tumor antes que ele se espalhasse, além de salvar o dedo de Jasko.

    Pacientes detectam melanoma mais cedo

    Como Karolina era adepta à utilização de unhas postiças de gel (cuja fixação se dá por secagem em máquinas que emitem raios ultravioleta), alguns especialistas chegaram a relacionar o fato à exposição excessiva da pele aos raios UV, durante o procedimento de beleza. Mas, de acordo com Cristina Abdalla, dermatologista do Hospital Sírio Libanês, não há evidências científicas sobre tal fato. “Sabemos que radiação ultravioleta pode contribuir para a formação de câncer de pele, mas não sabemos a potência e tampouco a frequência com que ela era exposta aos raios durante a secagem da unha em gel”, explica Cristina. “Logo, dizer que foi exatamente isso que causou o melanoma seria leviano”, complementa.

    Cristina explica, ainda, que é importante estar atento às extremidades do corpo e, qualquer sinal de manchas escuras, deve-se procurar um médico. “Nesta semana, atendi uma paciente jovem que chegou ao meu consultório com uma manchinha na unha. Ela buscou ajuda após ler a história da modelo”, conta. “O caso dela não era um câncer, mas foi importante esta procura”, reforça. 

    Depois, Karolina soube que a infecção não tinha relação com o melanoma, mas a motivação pela busca de um profissional pode ter salvado sua vida. A modelo já tinha histórico de melanoma acral na família. Sua mãe lutou contra esse tipo de tumor maligno duas vezes e se recuperou, o que, acredita-se, possa ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

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  • Cristina Abdalla

    Cristina Abdalla

    Graduada em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (1986), mestrado em Dermatologia (1998) e doutorado em Ciências (2005) pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é médica do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês.

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    Adriana Vilarinho

    Graduada em Medicina e Residência Médica em Dermatologia pela Faculdade de Medicina do ABC, é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e regional de São Paulo, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da American Academy of Dermatology. Autora do livro “Beleza à Flor da Pele”, da Editora Abril.

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