Coração e Vida | Clean label: consumo de alimento limpo

Clean label: busca por ‘alimento limpo’ vem para ficar

Pesquisa indica que 75% dos consumidores pagariam mais por produtos com menos aditivos químicos

21.06.2019 | por Equipe Coração e Vida

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Buscar produtos feitos a partir de ingredientes naturais é um passo importante para quem busca uma vida mais saudável. E é exatamente isso que o conceito batizado de clean label – ou rótulo limpo, em tradução livre – representa. De acordo com a Pesquisa de Tendências Globais de Consumo, realizada pela Euromonitor Internacional, em 2015, 44% dos participantes revelou o atributo “natural” como o requisito mais procurado entre os produtos que escolhiam. E o conceito de ‘alimento limpo’ (no sentido de não ter aditivos químicos) que começou nos Estados Unidos, se expandiu pela Europa, e vem ganhando cada vez mais adeptos, pode ser aplicado em qualquer gênero alimentício, seja bebida, iogurtes e até carnes.

Embora não exista um rótulo escrito “clean label” nos alimentos, ainda assim é fácil identificar os produtos que se enquadram nesse grupo. Como fazer isso? É simples: basta conhecer os ingredientes apresentados no rótulo do alimento escolhido. Se você, consumidor, for capaz de entender e conhecer poucos nomes listados ali, trata-se de um produto clean label.  Tal ideia foi resultado de interessante pesquisa encomendada pela agência britânica especializada em ingredientes alimentares PR Ingredients Communications. De acordo com estudo revelado, 73% dos consumidores mostraram-se dispostos a pagar um preço mais alto por alimentos ou bebidas feitos com ingredientes que eles reconhecem e confiam.

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Segundo a nutricionista Paula Hertel, o nome ainda é novo, mas trata-se de uma vertente de produtos mais saudáveis. “São alimentos que não têm aromatizantes, adoçantes artificiais, corantes, entre outras substâncias, que podem ser prejudiciais ao organismo”, avalia a especialista. Ela também destaca que a “categoria” segue indicação do guia alimentar do Ministério da Saúde, de evitar o consumo de alimentos ultra processados — ou seja, possuem quantidade elevada de ingredientes com nomes científicos impronunciáveis ou pouco familiares, como gordura hidrogenada, xarope de frutose, espessantes, emulsificantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, entre vários outros tipos de aditivos. São estes os protagonistas das extensas listas de ingredientes de diversos tipos de biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, produtos congelados etc.

Um dado interessante sobre o tema é que redes internacionais de supermercados, como Aldi, Whole Foods e Kroger já divulgam listas de aditivos e ingredientes que não podem estar presentes nos produtos a serem comercializados nos mesmos. Os produtos clean label também estão associados a ingredientes orgânicos, livres de alérgenos, de componentes transgênicos e glúten – ainda que não seja regra.

No Brasil, já há marcas comercializando produtos dentro do conceito, com alimentos funcionais sem conservantes. Um exemplo são os leites de castanha e de amêndoas, feitos com o mínimo de ingredientes. Também há marcas que fabricam chips de coco, por exemplo, com apenas raspas da fruta, gengibre em pó, e xilitol (adoçante natural). A medida também é benéfica para pessoas que possuem alergias ou intolerâncias, a exemplo dos celíacos, que não podem consumir glúten, ou diabéticos, que devem conhecer diversas nomenclaturas a fim de identificar açúcares nas embalagens.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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