Coração e Vida | Começa campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite

Começa campanha nacional de vacinação contra sarampo e poliomielite

Meta é vacinar 95% das crianças para evitar o retorno das doenças

6.08.2018 | por Eli Pereira - Equipe Coração e Vida

Em força-tarefa para vacinar todas as crianças que ainda não foram imunizadas, postos de saúde do Brasil inteiro vão aderir, a partir de 6 de agosto, à Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo e poliomielite. O Ministério da Saúde espera vacinar mais de 11 milhões de crianças

O “Dia D” acontecerá em um sábado, 18 de agosto. O Brasil vem sofrendo com quedas na cobertura vacinal, o que deixa o país suscetível a doenças que, até então, não circulavam mais por aqui.

 

Sarampo e poliomielite são doenças virais de alta transmissibilidade - Foto: Shutterstock

Sarampo e poliomielite são doenças virais de alta transmissibilidade – Foto: Shutterstock

Sarampo

No esquema de vacinação regular para o sarampo, a primeira dose é aplicada aos 12 meses e protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Aos 15 meses é feito um reforço, que conta com uma proteção a mais: varicela.

De alta transmissibilidade, o sarampo é uma doença viral que pode atingir pessoas de qualquer idade que não estejam imunizadas. Não há tratamento para a doença, sendo que a única forma de prevenção é por meio da vacinação.

Os principais sintomas são febre alta, mal-estar, prostração, seguidas de vermelhidão na pele, que é o que caracteriza a doença. Alguns casos de sarampo podem evoluir, inclusive, para meningite viral, uma condição mais séria e que pode levar à morte.

Poliomielite

No caso da poliomielite, a imunização regular começa aos dois meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses. É preciso fazer reforços entre os 15 e 18 meses, bem como aos 5 anos de idade.

Já a poliomielite, também conhecida por paralisia infantil, é uma doença viral infecciosa, que evolui rapidamente e acomete geralmente os membros inferiores, provocando flacidez muscular.

Não há registros da circulação do vírus da poliomielite no Brasil, mas isso se deve à política de prevenção feita nas últimas décadas. Quando a cobertura vacinal cai, o vírus pode voltar a circular.

Baixa adesão às vacinas preocupa

Quando a população que deve se vacinar ignora a recomendação dos médicos, cria-se pontos de suscetibilidade, em que os vírus podem voltar a circular, bastando um infectado chegar ao local.

Quando todos que podem se vacinar estão imunizados, a disseminação do vírus por algum eventual infectado é mais difícil. É o que os especialistas chamam de “imunidade de rebanho”. Assim, quem não pode se vacinar – bebês abaixo da idade recomendada ou quem tem algum problema de saúde que é contraindicado – sofre as consequências e pode inclusive pegar a doença por culpa daqueles que podiam e não se vacinaram.

Outras vacinas

Apesar de o mês ser dedicado à campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite, crianças e adultos têm de se atentar para as outras vacinas regulares e de reforços. Mais informações sobre os calendários de vacinações para todas as idades podem ser encontradas no site da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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