Como funciona o processo de doação de órgãos no Brasil

29 de setembro - 2014
Por: Equipe Coração & Vida

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Milla Oliveira

O Dia Nacional de Doação de Órgãos é comemorado em 27 de setembro e apesar do intenso debate que tem envolvido o assunto recentemente, ainda existem entre a população diversas dúvidas sobre como funciona a fila de espera do procedimento. Há questionamentos e preconceitos, por exemplo, em relação a eventuais favorecimentos que estariam relacionados a classe social ou local de moradia.

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O sistema de captação e doação de órgãos no Brasil obedece a regras rígidas dentro das instituições de saúde. Os pacientes da fila de transplantes são classificados de acordo com grupo sanguíneo, peso, idade e altura do doador, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Outro fator levado em consideração é o tempo de espera: quem chegou primeiro e tem compatibilidade com o doador, recebe o órgão.

Lúcio Pacheco, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), faz questão de ressaltar, no entanto, que a retirada de órgãos e tecidos de pessoas falecidas só é realizada quando há a constatação de morte encefálica do paciente por dois médicos, além de autorização do parente mais próximo. As condições são estipuladas em lei e nenhum hospital pode fazer o procedimento sem obedecer aos critérios relacionados.

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Enquanto seguem o tratamento, pacientes aguardam com ansiedade a notícia de que receberão um novo órgão / Foto: Shutterstock

Em São Paulo, estado que responde pela metade das cirurgias deste tipo feitas no país, o Sistema Estadual de Transplantes da Secretaria de Saúde coordena o processo de distribuição de órgãos coletados nos hospitais, tanto públicos como privados.

O coordenador do sistema, médico Agenor Spallini Ferraz, afirma que, antes de 1997, existiam as chamadas “semanas de captação de órgãos”, quando os hospitais do estado captavam e transplantavam seus próprios pacientes. “Nessa época, o Sistema Único de Saúde (SUS) só tinha chances quando a captação era feita no Hospital das Clínicas ou na Escola Paulista de Medicina”.

Hoje, segundo Ferraz, não há qualquer distinção com relação ao hospital em que o paciente está internado. A Secretaria Estadual de Saúde desenvolveu um sistema que faz a busca por doadores com base em critérios de compatibilidade com quem aguarda o transplante. “A ideia é que o transplante seja eficaz e justifique todo o recurso despendido nesse processo. Nós queremos dar o melhor órgão ao melhor receptor possível”, pontua o coordenador do sistema.

Confira a seguir como se dá o processo de transplantes de órgãos no Brasil:

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