Coração e Vida | Coronavírus: hipertensos têm duas vezes mais chances de enfrentar complicações e óbito por covid-19, diz estudo

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Coronavírus: hipertensos têm duas vezes mais chances de enfrentar complicações e óbito por covid-19, diz estudo

É o que indica estudo recente iniciado na China e publicado no Jornal Europeu do Coração. Saiba mais:

29.06.2020 | por Equipe Coração e Vida

 

hipertensão

 

 

Pessoas que sofrem com pressão alta têm duas vezes mais risco de desenvolver complicações e morrer por covid-19, doença relacionada ao novo coronavírus. É o que mostra um estudo recente, divulgado pelo periódico European Heart Journal (Jornal Europeu do Coração)

Para a conclusão do trabalho, pesquisadores chineses e irlandeses analisaram dados de 2866 pacientes internados e tratados em Wuhan, cidade chinesa onde os primeiros casos do coronavírus foram detectados.

De acordo com os autores do trabalho, cerca de 30% dos participantes (850 pessoas) tinham pressão alta. Com isso, durante a pesquisa, descobriram que 4% (ou 34 pacientes) dos hipertensos morreram — em comparação a 1,1% (22 mortes) daqueles que não tinham hipertensão. Houve, portanto, risco 2,12 vezes maior de morte — ajustando fatores que afetam o resultado, como idade e outras condições médicas.

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Ainda no mesmo trabalho, os estudiosos também descobriram que um percentual aqueles que não tomaram os habituais remédios para pressão alta faleceram após contraírem a doença (7,9% ) Dos pacientes que tomavam frequentemente remédio para pressão alta, foram 23 mortos (3,2%) — ou seja, risco 2,17 vezes menor.

Para entender melhor o mecanismo de atuação do vírus nesta população específica, os cientistas investigaram registros médicos de mais de 2300 pacientes para verificar se os remédios tomados pelos hipertensos impactavam de alguma maneira nesse risco. O objetivo principal era entender a atuação dos chamados ‘inibidores ECA-2 e BRA’, cuja função desempenha semelhança na atuação do vírus para entrar nas células do organismo.

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“Os resultados foram na direção oposta, com uma tendência a favor dos inibidores da ECA e dos BRA. Então, sugerimos que os pacientes não devem interromper seu tratamento de hipertensão habitual, a menos que seja instruído pelo médico”, escreveu um dos autores no estudo. A pesquisa seguirá em uma universidade da Irlanda.

A equipe ressaltou ainda que os pacientes com pressão alta devem ficar mais atentos e redobrar os cuidados com saúde nesta época de epidemia. É importante lembrar que hipertensão é fator de risco para infarto, avc, entre outros problemas de saúde.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

 

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