Coração e Vida | Dia Mundial de Combate ao HIV: São Paulo registra queda em infecções pelo vírus

Dia Mundial de Combate ao HIV: São Paulo registra queda em infecções pelo vírus

No Brasil, no entanto, houve aumento de 3%, de acordo com novo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Saiba mais:

29.11.2019 | por Equipe Coração e Vida
FOTO:shutterstock

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No Dia Mundial do Combate ao HIV, comemorado anualmente no dia 1º de dezembro, a cidade de São Paulo tem motivos para comemorar. O número de novos casos da capital paulista caiu quase 18% entre 2017 e 2018, passando de 3.826 registros para 3.145, de acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde. No entanto, os números referentes a todo o Brasil estão mais altos.

De acordo com dados recentes do Boletim Epidemiológico de HIV e Aids do Ministério da Saúde, o país teve 43,9 mil novos casos da doença em 2018, o que representa um aumento de 3% em comparação a 2017, quando o número ficou em 42.420.

Infectologista do Instituto Emílio Ribas, Ralcyon Teixeira afirma que o dado é elevado e é preciso incentivar cada vez mais o controle da doença. Isso é: promover a prevenção combinada (veja imagem abaixo), estratégia que combina diversas medidas simultâneas, como o uso de preservativos sexuais, testagem regular para HIV, prevenção de transmissão da doença de mãe para filho e profilaxia pré-exposição (PrEP).

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Para quem não sabe, a PrEP, por exemplo, é indicada para pessoas em situação de vulnerabilidade, como homens que fazem sexo com outros homens e casais sorodiferentes. Trata-se de uma combinação de dois medicamentos (tenofovir e emtricitabina) em um único comprimido, que impede que o HIV se estabeleça e se espalhe pelo corpo.

O médico Ralcyon Teixeira destaca que para a luta de combate ao HIV é importante que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível. “Isso ajuda a tratar a doença de forma precoce”, reforça.

Atualmente, há um tratamento eficaz disponível gratuitamente na rede pública. O objetivo é reduzir a carga viral no sangue a patamares indetectáveis, a ponto de a pessoa infectada não transmitir o vírus. Diferentemente da década de 80, quando os remédios ainda conferiam diversos efeitos colaterais, hoje são menos agressivos — o que possibilita melhor qualidade de vida.

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Mandala HIV

 

 

FONTE: Ministério da Saúde

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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