Coração e Vida | Dia mundial do diabetes: um terço não sabe que tem a doença

Dia mundial do diabetes: um terço dos diabéticos não sabe que tem a doença

Doença apresenta sinais no início, mas diagnóstico só é feito por exames de sangue

14.11.2018 | por Eli Pereira - Equipe Coração e Vida

A Federação Internacional de Diabetes estima que há 415 milhões de pessoas com diabetes no mundo, e que, se as tendências persistirem, como um estilo de vida ruim, com maus hábitos alimentares e sedentarismo, esse número deve saltar para 642 milhões em 2040.

No Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta quarta-feira (14), Cláudia Cozer, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, explica que o maior problema no tratamento atualmente é justamente a falta de diagnóstico.

O tratamento do diabetes exige constância e mudança de hábitos - Foto: Shutterstock

O tratamento do diabetes exige constância e mudança de hábitos – Foto: Shutterstock

“A doença é assintomática no início, então um terço dos pacientes nem sabem que estão diabéticos. Quando descobrem, muitas vezes já estão com complicações crônicas”, alerta.

A segunda maior dificuldade, de acordo com a especialista, é a aderência ao tratamento, já que o portador de diabetes precisa controlar a glicemia com periodicidade e ter disciplina para melhorar o estilo de vida. “É uma doença insidiosa, pouco sintomática e que vai causando dano vascular e neural gradativamente, sempre que a glicemia estiver em um nível acima do normal”.

Constância no tratamento é fundamental

O tratamento do diabetes exige constância e mudança de hábitos. “80% dos diabéticos estão acima do peso, e, quanto maior o peso, maior é a dificuldade de os remédios agirem”, explica Cláudia. “É preciso também reduzir as porções e a frequência dos carboidratos na dieta, cortar os açúcares finos, usar produtos diet e controlar inclusive a ingestão de frutas”, explica a médica.

Praticar atividade física é de extrema importância, mesmo que seja apenas uma caminhada. E, claro, em muitos casos são necessárias medicações, que sempre devem ser indicadas por um médico, e que dependem do grau de insuficiência do pâncreas e do nível glicêmico no momento do diagnóstico.

Consequências de um diabetes não controlado

Quando a glicemia está mais alta do que deveria, caracterizando o diabetes, os sintomas iniciais são:

– desânimo
– cansaço
– vontade de urinar durante a noite
– muita sede
– infecções ginecológicas, principalmente candidíase
– infecções urinárias de repetição
– perda de peso
– visão embaçada

Com a progressão da doença, há o aparecimento dos seguintes problemas:

– aumento da aterosclerose (enrijecimento das artérias) levando ao risco de infartos
– neuropatia periférica, que é o formigamento nos pés e perda da sensibilidade
– retinopatia diabética (perda de visão)
– insuficiência renal (urina com espuma)
Prevenir, portanto, é a melhor solução. Procurar manter-se dentro do peso ideal, não exagerar em carboidratos refinados, praticar atividade física são bons hábitos para afastar o risco de ter a doença.

Leia mais: Dicas de alimentação para quem tem pressão alta e diabetes

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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