31 de maio: Dia Mundial Sem Tabaco

31 de maio - 2019
Por: Equipe Coração & Vida
 InCor indica que a taxa de sucesso do tratamento do tabagismo aumenta de 40% para 70% quando, além uso de remédios, leva em consideração o cenário comportamental de cada fumante.
Estudo do InCor indica aumento de 40& para 70% de adesão à tratamento contra o tabaco quando, além uso de remédios, leva -se em consideração o cenário comportamental de cada fumante

Hoje, dia 31 de maio, é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil vem diminuindo o número de fumantes – de 15,7% da população, em 2006, para 10,1%, em 2017 — dados inéditos da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e precisa ser tratado. No Brasil, ainda são cerca de 18 milhões de tabagistas, posicionando o país em oitavo lugar, no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS), com o maior número absoluto de fumantes. As complicações de saúde mais comuns decorrentes do fumo são infarto e AVC. Logo atrás estão as doenças pulmonares e os diversos tipos de câncer, desde a boca até a bexiga. De acordo com o INCA, 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao consumo de cigarros.

Pesquisa nova do InCor
Mas há boas notícias. De acordo com o resultado parcial de um novo estudo do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCorFMUSP), a taxa de sucesso do tratamento contra o tabagismo aumenta de 40% para 70% quando, além uso de remédios, leva-se em consideração o cenário comportamental de cada fumante.

De acordo com a diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor, e orientadora da pesquisa, Jaqueline Scholz, uma das técnicas que tem se mostrado muito eficiente é mudar os hábitos de fumo dos pacientes, ou seja, que comecem a fumar fora do contexto que estão acostumados. “Com o medicamento a gente resolve a parte química, mas é importante também acompanhar de perto e levar em conta comportamento as alterações de humor de cada fumante”, explica. “A ansiedade e a depressão, quando identificadas, também precisam ser tratadas”, destaca.

Sobre os tratamentos que envolvem reposição de nicotina – como pastilhas, adesivos e chicletes -, Jaqueline diz que só são alternativas válidas para pessoas que têm baixa dependência. Para ela, os cigarros eletrônicos ou vaporizadores não são eficazes. “Embora tenham menos substância tóxicas, também levam ao vício. A maioria dos vaporizadores tem nicotina, pois quando não têm, não agradam aos fumantes”, afirma a médica.


Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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