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2.02.2016 | por Equipe Coração e Vida

Por David Uip

David Uip, médico infectologista, é secretário de Estado da Saúde de São Paulo - Foto: Divulgação

David Uip, médico infectologista, é secretário de Estado da Saúde de São Paulo – Foto: Divulgação

O Carnaval é uma festa bonita, de boas energias e de pessoas querendo celebrar e se divertir. Uma maratona de quatro dias, ou até mais em alguns casos. Haja fôlego. Mas para aproveitar o período de folia de forma saudável é fundamental evitar exageros, manter-se hidratado e, principalmente, prevenido.

A dica vale para todos os dias do ano, mas o período é propício para abordarmos dois problemas de saúde pública da maior seriedade: o excesso no consumo de bebidas alcoólicas e o sexo desprotegido. Uma coisa pode, inclusive, levar a outra, potencializando o perigo.

Especial do mês: Você sabia… Que a atividade sexual é um dos índices indispensáveis para medir o nível de qualidade de vida?

Beber como se não houvesse amanhã é uma péssima ideia. Faz mal ao organismo e pode causar enjoo, náuseas, enxaquecas, diarreia e até mesmo o coma alcoólico, um quadro extremamente grave que põe a vida em risco.

Lembrando que a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de apenas duas doses diárias de bebida alcoólica para homens e de uma para mulheres. O alcoolismo é a segunda causa de morte evitável em todo o mundo, atrás apenas do tabagismo. E, no Carnaval, não é preciso beber todas para se divertir. E, nunca é demais lembrar: se beber, não dirija de jeito nenhum.

A ingestão excessiva de álcool pode também implicar alterações comportamentais, como o sexo sem camisinha, com risco de gravidez indesejada e outras consequências como infecção por HIV, vírus da Aids e outras sexualmente transmissíveis, a exemplo de sífilis, gonorreia e até mesmo hepatites B e C.

Quanto à Aids, é importante termos claro que a doença ainda não tem cura, tampouco vacina. Embora os tratamentos hoje disponíveis sejam altamente eficazes, fazendo com que o paciente infectado possa conviver por décadas com o vírus, os efeitos colaterais da terapia antirretroviral são inúmeros: alterações metabólicas, dislipidemia, intolerância a glicose, diabetes, doença arterosclerótica, hipertensão arterial, alterações corpóreas (a exemplo de redistribuição de gordura), câncer, alterações renais, hepáticas e ósseas, entre outras.

Para quem vai viajar, algumas dicas são importantes. A primeira delas é colocar a caderneta de vacinação em ordem. Em tempos de dengue, chikungunya e zika vírus, é recomendável que quem for ao nordeste brasileiro faça uso de repelentes a base de ikaridina ou DEET, atentando-se sempre às instruções dos fabricantes.

Ainda nas viagens, é preciso cuidar da alimentação, evitando lanches feitos com maionese ou ovos e comidas muito pesadas com as quais não estamos acostumados, evitando, assim, risco de intoxicação alimentar, além de usar protetor solar e bonés para se proteger do sol forte.

E, não menos importante, se for pular este Carnaval, encontre momentos para descansar o corpo, pelo menos oito horas por dia, recuperando, assim, a energia para o dia seguinte.

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