Coração e Vida | Doenças crônicas respondem por 72% das mortes, informa ministro - Coração e Vida

Doenças crônicas respondem por 72% das mortes, informa ministro

Titular da Saúde, Arthur Chioro revela o que o governo federal tem feito para combater o problema

22.12.2014 | por Equipe Coração e Vida

Fotos: Erasmo Salomão

Thassio Borges

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no início de dezembro a primeira edição da Pesquisa Nacional de Saúde e chamou a atenção para a quantidade de brasileiros que enfrentam atualmente ao menos uma das 11 doenças crônicas não transmissíveis consideradas pelo levantamento.

Cerca de quatro em cada dez brasileiros sofrem atualmente com pelo menos uma das seguintes enfermidades: câncer, depressão, colesterol alto, diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, acidente vascular cerebral – AVC, asma, insuficiência renal, problemas de coluna e problemas osteomoleculares.

“As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil são responsáveis por 72% das mortes e 75% dos gastos com atenção à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em entrevista exclusiva a Coração & Vida.

“Isso configura uma mudança nas cargas de doenças, e se apresenta como um novo desafio para os gestores de saúde, ainda mais pelo forte impacto das doenças crônicas na qualidade de vida dos indivíduos afetados, a maior possibilidade de morte prematura e os efeitos econômicos adversos para as famílias, comunidades e sociedade em geral”, completou Chioro, que apontou o excesso de peso e a obesidade como grandes desafios a serem enfrentados pelo Brasil daqui pra frente.

“Na tentativa de reverter tal situação o Ministério da Saúde propõe ações de promoção de estilo de vida saudável, como a prática de atividade física, alimentação adequada, redução do consumo de bebidas alcóolicas e do tabagismo, uma vez que estes são fatores de risco, que a população pode mudar, e impactam diretamente no curso dessas doenças. Entre as ações, podemos citar o Programa Academia da Saúde que consiste na construção de espaços saudáveis, o Programa Saúde na Escola que envolve ações de avaliação nutricional, detecção precoce de hipertensão arterial, promoção de atividades físicas e corporais, promoção da alimentação saudável e de segurança alimentar no ambiente escolar”, informou o ministro, especialista em saúde coletiva.

Chioro abordou também as iniciativas do governo que visam o combate e o controle da hipertensão e da diabetes. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, enquanto a primeira enfermidade atinge 21,4% dos brasileiros com mais de 18 anos, a segunda foi verificada em 6,2% da população.

“O Ministério tem investido na ampliação do acesso a medicamentos. Para manter o controle da pressão arterial e da glicose sanguínea, são distribuídos gratuitamente pelo governo federal 11 medicamentos gratuitos: seis para hipertensão e cinco para diabetes, por meio do programa Saúde Não Tem preço. Desde o lançamento do programa em 2011, já foram beneficiados mais de 20 milhões de pacientes. Estima-se que futuramente ainda mais pessoas com diabetes e hipertensão passarão a ter acesso ao tratamento adequado graças à atuação dos profissionais do Programa Mais Médicos”, completou.

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