Coração e Vida | Dia Mundial do Rim: doenças nos rins atingem 1% da população brasileira - Coração e Vida

Dia Mundial do Rim: doenças nos rins atingem 1% da população brasileira

Exames simples ajudam a detectar alterações nos órgãos

8.03.2018 | por Thiago Fraga - Equipe Coração e Vida

No Dia Mundial Do Rim, que tal aprender mais como cuidar dos seus? Com a forma de um grande grão de feijão, os rins têm de 10 a 13 cm e pesam entre 120g e 180g. Ficam localizados na porção superior do abdome, entre a 10ª e 12ª costelas torácicas. A principal função é a de eliminar toxinas do corpo. A cada hora, os rins filtram todo o sangue do corpo cerca de 12 vezes.

Todos os anos, aproximadamente 21 mil brasileiros precisam iniciar tratamento por hemodiálise ou diálise peritoneal – que ocorre dentro do paciente com o auxílio de um filtro natural. A ação ocorre sempre que os rins deixam de funcionar normalmente.

Foto: Shutterstock

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Conforme dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a situação atinge 1% da população. Na maioria dos casos, o paciente desconhece o diagnóstico.

“A doença renal crônica é frequentemente silenciosa, o que a torna mais perigosa, pois seu diagnóstico pode ocorrer tardiamente por não ocorrerem sintomas e sinais que possam ser percebidos pelo doente precocemente”, explica a nefrologista e professora adjunta livre-docente da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), Gianna Mastroianni Kirsztajn.

Exames simples, como o de urina e a dosagem de creatinina no sangue, ajudam a detectar possíveis problemas.

Outro problema que atinge os órgãos é bem menos silencioso. Os cálculos renais provocam dores intensas e possuem uma série de fatores de risco, que vão desde alterações anatômicas do trato urinário, passando pela dieta com maior consumo de proteína animal e sal, até distúrbios metabólicos, como excesso de excreção urinária de cálcio e ácido úrico.

Casos de hipertensão também podem estar associados a enfermidades nos rins. A situação ocorre nos casos de inflamação do órgão em consonância com insuficiência renal.

“No desenvolvimento da hipertensão arterial, mesmo quando considerada primária, podem estar envolvidos distúrbios de excreção de sódio e água controlada pelos rins, assim como distúrbios de hormônios ou substâncias produzidas nos rins”, esclarece Gianna.

O primeiro passo para garantir o funcionamento saudável dos órgãos é evitar o consumo excessivo de sal e combater a obesidade. No entanto, algumas das doenças não podem ser evitadas. Nesses casos, é necessário proteger os rins nas fases iniciais de doenças, por isso a necessidade de realizar o diagnóstico precocemente.

As medidas de proteção incluem dieta adequada (redução da ingestão de sal e de gorduras, e outras na dependência da fase da doença), uso de medicações para reduzir a perda de proteínas pela urina, controle da pressão arterial, parar de fumar e manter um estilo de vida saudável, inclusive fazendo exercícios físicos regulares.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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1 comentário

  1. Maria Lúcia Brito disse:

    Bom dia.
    Tomo remédio para controlar pressão arterial desde de 19 anos. Hoje com 55 anos venho sentindo um desconforto nos rins e dor. Qual procedimento tomar para tirar as minhas dúvidas. Se o endoclorotiázida causa esses efeitos.
    Grata

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