Coração e Vida | É gravidez ou menstruação?

É gravidez ou menstruação?

Cerca de 20% das mulheres apresentam sangramento durante a gestação. Entenda por que isso acontece e saiba diferenciar as situações:

16.08.2019 | por Equipe Coração e Vida
Foto:shutterstock

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A ocorrência de sangramento durante o primeiro trimestre da gravidez não é incomum. Especialistas afirmam que o problema afeta, pelo menos, 20% das gestações. Por isso, os primeiros sinais e sintomas da gravidez podem ser pouco específicos, parecendo-se bastante com os sintomas do ciclo menstrual. Como, então, diferenciá-los?

De acordo com o obstetra do Hospital Albert Einstein, Renato Kalil, uma dica pode ser observar a alteração das características habituais do fluxo, e do tempo de sangramento menstrual. “Se a mulher apresentou um sangramento vaginal diferente daquele que está habituada a ver,  pode ser um sinal de gravidez”, explica. O especialista diz que, no entanto, que não se trata de uma observação fácil. E há variáveis. “Não é uma detecção simples. Fluxo e coloração do sangue menstrual podem ser diferentes para cada pessoa. Na dúvida, a melhor opção sempre é realizar o teste do hormônio beta HCG, que fica pronto em 2 horas”. diz.

Se uma situação diferente for observada, é preciso descartar a possibilidade de que o sinal de sangue não está relacionado a outras regiões do corpo, como o trato urinário ou o colo do útero.

Por isso, investigar a situação é sempre importante.  Dr Kalil explica que, em caso de confirmação de gravidez e, ainda, assim, estiver ocorrendo sangramento, há grandes chances de significar um descolamento do saco gestacional. Se não houver tratamento adequado (repouso absoluto e, em alguns casos, suplementação intravaginal de progesterona, hormônio responsável pela nutrição do óvulo e que atuaria reabsorvendo o descolamento) a situação pode evoluir para um aborto espontâneo — o que acontece em cerca de 15% das condições.

Outra situação possível, ainda mais séria, é o chamado descolamento da placenta — órgão vascular que une o feto à parede do útero materno. Trata-se da separação precoce da placenta da parede do útero — o que pode provocar nascimento precoce e até morte do bebê.

Mas, calma. Nem tudo é o que aparenta. “São muitas variáveis e cada mulher é única. Por isso, a maior recomendação é buscar a ajuda imediata de um ginecologista”, enfatiza o especialista.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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