Coração e Vida | Exercícios físicos podem ajudar a combater a síndrome de Burnout

Exercícios físicos podem ajudar a combater a síndrome de Burnout

Estudos sugerem que se movimentar é benéfico para quem tem o transtorno. Especialistas esclarecem o assunto:

2.12.2019 | por Equipe Coração e Vida

 

FOTO: shutterstock

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Já foi comprovado cientificamente que o estresse no trabalho pode levar ao esgotamento e causar a doença conhecida como síndrome de Burnout.  A situação, cujos sintomas mais frequentes são cansaço constante, baixa autoestima e mudanças bruscas de humor, já é diagnosticada em 32% dos indivíduos no mundo — de acordo com levantamento do International Stress Management Association (Isma).

A prática de exercícios físicos, porém, pode ser a solução para a condição extenuante.  Uma quantidade crescente de trabalhos científicos sugere efeitos positivos de intervenções relacionadas ao exercício físico em pacientes com burnout (leia mais).

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E para falar sobre o tema, Coração e Vida buscou ajuda de dois especialistas. Ex-presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o psiquiatra Mauro Aranha afirma que a liberação de neurotransmissores relacionados à sensação de bem-estar, como serotonina, dopamina e endorfina, durante a prática de atividades físicas, tem resultados benéficos para o cérebro e para o corpo.  “Além disso, é uma forma de interromper jornadas de trabalho e obrigações, para ter um momento de lazer, o que previne o esgotamento profissional e, consequentemente, o desenvolvimento da síndrome”, diz o médico.

De acordo com a cardiologista do esporte do Instituto do Coração (InCor), Patrícia Oliveira explica que o melhor é buscar os exercícios mais prazerosos possível. “A realização da atividade física colabora para a redução do estresse, melhora o sono e traz sensação de bem-estar”, reitera.

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A especialista destaca, ainda, que, normalmente, para quem tem síndrome de Burnout o mais eficaz é a prática de cerca de 150 minutos por semana de atividades moderadas. Ou seja, exercícios ligeiramente cansativos, mas que não chegam ao esgotamento físico. Um bom exemplo é a corrida ao ar livre.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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