Coração e Vida | Exercícios físicos ajudam a manter a memória afiada

Exercícios físicos ajudam a manter a memória afiada

Benefício é observado, sobretudo, em pacientes com grau leve de comprometimento do sistema cognitivo. Pesquisadores brasileiros apresentam novidade sobre o tema:

13.08.2019 | por Equipe Coração e Vida
Foto: Shutterstock

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Todo mundo conhece a máxima de que a prática de atividade física traz diversos benefícios para o corpo, inclusive para a memória. Para o neurologista do Hospital Sírio Libanês, Mateus Trindade tais vantagens foram vistas, sobretudo, em pacientes com comprometimento leve do sistema cognitivo, ou seja, que apresentaram lapsos de memória capazes de comprometer atividades cotidianas simples. Um exemplo poderia ser deixar de sair de casa ou cozinhar, justamente por medo de esquecer alguma etapa dos processos.

Ainda não se sabe exatamente como ou por que isso acontece, mas, de acordo com o especialista, uma das hipóteses é que, além de agir positivamente em todo o sistema cardiovascular, a prática de atividades físicas libera diversos neurotransmissores melhorando, assim, a saúde do cérebro.

Uma pista para entender tais processos pode estar na mão de pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ). Em publicação recente da revista Nature Medicine, professores da universidade apresentaram evidências de que um hormônio conhecido como irisina (liberado pelos músculos durante a atividade física), é importante para a formação da memória — além de garantir proteção aos neurônios contra os efeitos tóxicos de compostos associados à origem do Alzheimer.

Portanto, sabe-se que manter uma rotina de treinos auxilia na prevenção da perda de memória. A atividade controla, também, fatores de risco para demência, como, por exemplo, hipertensão e diabetes. De acordo com o Mateus Trindade, “entre os exercícios físicos mais indicados estão aeróbicos simples, alongamento e musculação leve”, que deveriam ser realizados por, pelo menos, três vezes por semana, durante 30 minutos.

Mas, atenção: em casos avançados de perda de memória decorrentes de doenças incuráveis como Alzheimer e demência, a prática de atividade física não terá efeito direto. Sua importância, entretanto, é relevante para a melhora da saúde dos ossos, músculos, coração e até o humor.  E o especialista faz um alerta: antes de qualquer cronograma de atividade física é importante passar por avaliação médica e, quando houver indicação, obter acompanhamento profissional.

 

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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