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Insulina inalável é aprovada no Brasil

Batizada de Afrezza, produto revoluciona o tratamento do diabetes e garante mais rapidez no controle da glicemia. Entenda:

14.06.2019 | por Equipe Coração e Vida
FOTO: Afrezza (divulgação)

O paciente encaixa um cartucho com o pó no inalador e aspira. A substância, então, chega aos pulmoes e é absorvida na corrente sanguínea.  FOTO: Afrezza (divulgação)

Boa notícia para os diabéticos dependentes das incômodas e doloridas injeções de insulina. Desde o início do mês de junho, a Agência Brasileira de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a comercialização da primeira insulina inalável no Brasil.

Batizada de Afrezza, é a única insulina–responsável por regular os níveis de açúcar no sangue–inalável de ação ultrarrápida, aprovada pela agência americana reguladora de alimentos e remédios (FDA). De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a insulina inalável tem um perfil de ação mais rápido do que a insulina administrada de forma subcutânea. Quando inalada, ela começa a agir em apenas 10 minutos. Já quando injetada sob a pele, a insulina leva cerca de meia hora para entrar em ação.

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A utilização da Afrezza é simples: por meio de um inalador, o paciente com diabetes encaixa um cartucho no dispositivo e aspira o pó. A substância, então, chega ao pulmão e é absorvida diretamente na corrente sanguínea — a fim de estabilizar os níveis de açúcar no sangue. “É uma forma muito mais fácil e prática de usar insulina. Além de tudo, também é mais fácil de carregar e transportar, do que as injeções”, explica Cláudia Cozer Kalil, endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtorno Alimentar do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

No entando, Claudia explica que a nova forma inalável substitui apenas a insulina injetável de ação rápida — aquela utilizada geralmente antes das refeições, a fim de equilibrar a quantidade de glicose gerada após a ingestão de alimentos.

Contra-indicação
Fumantes e pessoas com problemas pulmonares crônicos não devem utilizar Afrezza. Há contraindicação, ainda, para pacientes menores de 18 anos, pois não há estudos clínicos que incluam essa faixa etária. Por isso, antes de utilizar a insulina inalável, os pacientes deverão fazer um exame anual chamado de ‘espirometria’, para constatar a capacidade pulmonar.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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