Coração e Vida | Julho Amarelo: hepatite c está próxima de erradicação

Julho Amarelo: hepatite C está próxima de ser erradicada, diz especialista

Entenda o que é a doença, tratamento, e veja como se prevenir

16.07.2019 | por Equipe Coração e Vida

 

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A hepatitice C está no caminho da erradicação no Brasil. A informação é do hepatologista Edison Parise, médico do Núcleo de Hepatologia do Hospital Sírio-Libanês, e vai de encontro ao plano do Ministério da Saúde: eliminar a doença no país até 2030. Segundo dados recentes da pasta, em 2017 foram registrados 24,4 mil casos de hepatite C — a meta é ampliar diagnóstico e tratamento, a fim de reduzir em 90% o número de novos casos nos próximos 11 anos.

A doença é uma inflamação no fígado causada por vírus — cuja transmissão se dá por meio de sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurocortantes e relações sexuais desprotegidas. Ao site Coração & Vida, Parise afirma, no entanto, que o índice de contaminação por hepatitice C diminuiu drasticamente, e que o grupo populacional mais atingido é o de pessoas acima de 50 anos — uma vez que a infecção crônica que pode levar até 20 anos para se manifestar.

“Cerca de 80% dos pacientes se infectaram anos atras, quando não existiam testes específicos para detecção do vírus nos bancos de sangue, antes da realização de uma transfusão”, explica. “Tampouco se usava agulhas descartáveis, por exemplo”, complementa. O diagnóstico precoce torna-se ainda mais importante quando se sabe que, se não identificada e tratada a tempo, a hepatite C pode evoluir para condições mais graves, como cirrose e até câncer.

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Ainda de acordo com o hepatologista, o tratamento pode levar à cura da doença – com índice de sucesso em mais de 90% dos casos. E, hoje, o combate à hepatite C pode ser relativamente simples: pacientes tomam um comprimido por dia, durante seis meses. , alerta.

Até o início da década, os únicos tratamentos disponíveis — uso combinado de antiviral mais antigo (ribavirina) com modulador da resposta imunológica — podiam demorar até um ano. Além disso, havia muitos efeitos colaterais e taxas de sucesso relativamente baixas (cerca de 50% de cura).

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Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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