Coração e Vida | Julho Amarelo: vacinação previne hepatites A e B

Julho Amarelo: mês de combate às hepatites virais. Entenda os tipos da doença

Quando identificadas precocemente, podem ser tratadas e até curadas

21.06.2019 | por Equipe Coração e Vida

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Julho ‘Amarelo’ é o mês de conscientização sobre a importância da prevenção, tratamento e combate às hepatites virais.

No Brasil, as mais comuns são as hepatites A, B e C. Mas existem ainda dois outros tipos: a D e a E. A doença, caracterizada por inflamação no fígado normalmente assintomática, por evoluir e causar problemas mais sérios, como cirrose e câncer. Por isso, o diagnóstico precoce, por meio de exames específicos, é essencial. Para todos os tipos, há tratamento e até cura.

Saiba mais sobre cada tipo da doença:

Hepatite A
Causada pelo vírus A (HAV), a doença é contagiosa, com transmissão oral-fecal, por contato entre indivíduos, ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente, não apresenta sintomas. Quando aparecem, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HAV. A doença é totalmente curável quando o paciente segue corretamente as recomendações médicas.

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Hepatite B
Este tipo de doença é causado pelo vírus B (HBV), e é considerada uma doença sexualmente transmissível. Mas o meio de contaminação pode ser mais amplo: de mãe infectada para o filho durante a gestação, no parto ou durante amamentação. Compartilhamento de materiais como seringas, agulhas, cachimbos, lâminas de barbear, escovas de dente, ou outros objetos que furam ou cortam, além de transfusão de sangue, também são meios de contágio. O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Além dos medicamentos, indica-se cortar o consumo de bebidas alcoólicas por um período de, no mínimo, seis meses.

Hepatite C
A hepatite causada pelo vírus C (HCV) normalmente é assintomática. Entretanto, os sintomas que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O vírus pode ser transmitido por transfusão de sangue, contato sexual, por compartilhamento de objetos cortantes e de higiene pessoal. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento. A doença pode ser curável, e tem tratamento, com duração mínima de 6 meses.

Hepatite D
A hepatite causada pelo vírus D (HDV) depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa. Por isso, tem as mesmas formas de transmissão que a hepatite B. A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D. Quando a infecção é simultânea dos vírus D e B, não há tratamento específico e a recomendação médica consiste em repouso e alimentação leve – além da proibição do consumo de bebidas alcoólicas por, pelo menos, um ano. Mas, quando a infecção é em portadores do vírus B, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose ou até mesmo formas fulminantes de hepatite. Pelo caráter grave dessa formada doença, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível, e o tratamento só pode ser indicado por médico especializado.

Hepatite E
De ocorrência rara no Brasil, este tipo de doença é comum na Ásia e África. A hepatite do tipo E é uma doença infecciosa viral causada pelo vírus HEV. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos, ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Como as outras variações da doença, quase não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Na maioria dos casos, a doença não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, além de se recomendar repouso e dieta pobre em gorduras.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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