Coração e Vida | Julho amarelo: vacinação previne hepatites A e B

Julho Amarelo: vacinação previne hepatites A e B

Especialista alerta sobre a doença e reafirma que vacinação deve ser feita nos primeiros anos de vida da criança. Saiba mais:

10.06.2019 | por Equipe Coração e Vida

 

Foto: Shutterstock

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O mês de julho se aproxima e, desde o início do ano, por lei, tornou-se o mês de conscientização da importância sobre prevenção e tratamento das Hepatites Virais. Muito se fala sobre a doença e há três tipos dela: A, B e C. Mas você entende o que, de fato, é a doença? As hepatites virais são inflamações do fígado podem ser assintomáticas — o que pode levar a um diagnóstico tardio, com o desenvolvimento de problemas mais graves, como cirrose (doença crônica do fígado, caracterizada por alcoolismo ou infecções virais) a até câncer. Por isso, a forma mais eficaz de prevenir as hepatites virais A (que ataca o fígado, mas tem duração limitada), e B (transmitida principalmente por relação sexual), é a vacinação – a C não tem cura e tampouco imunizante, mas é possível seguir com tratamento (veja mais).

Médico do Núcleo de Hepatologia do hospital Sírio-Libanês, Edison Parise afirma que é de extrema importância que toda a população se vacine – uma vez que ambas as vacinas, para os tipos A e B da doença, estão incluídas no Calendário Nacional de Vacinação do SUS, e devem ser dadas nos primeiros anos de vida da criança.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina da hepatite B, em crianças, é dada em quatro doses: ao nascer, 2,4 e 6 meses. Para os adultos que não se vacinaram na infância, são três doses. É importante que todos que ainda não se vacinaram tomem as três doses do imunizante. Pessoas que tenham algum tipo de imunodepressão ou que tenham o vírus HIV, devem passar por rápida consulta nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Já a imunização contra a hepatite A deve acontecer em crianças de 15 meses a 5 anos. A vacina também está disponível no CRIE. O tratamento para a hepatite A se baseia em dieta e repouso. Habitualmente, melhora em algumas semanas e a pessoa adquire imunidade, ou seja, não terá uma nova infecção.

É particularmente importante que os nascidos antes de 1965, os que receberam transfusão de sangue antes de 1995 e os usuários de drogas injetáveis sejam testados, ou seja, deve fazer exame de sangue para hepatite C. No caso da B, quem não se vacinou e é gestante, ou atentos à possibilidade de transmissão sexual, deve fazer o teste.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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