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Massagens e maternidade: quando fazer e como curtir

Com o procedimento liberado pelo médico, gestantes e mães recentes se beneficiam muito desse relaxamento corporal e emocional

8.05.2018 | por Flávia Pegorin - Equipe Coração e Vida

A gestação avança e, conforme a barriga cresce, algumas mulheres passam a sentir dores nas costas, inchaço nos pés e pernas ou mesmo a ansiedade da espera. Para lidar com tudo isso, mesmo os obstetras aceitam que as massagens ajudam (com cautela e acompanhamento, claro).

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São técnicas que auxiliam no relaxamento dos músculos da gestante, além de ativar a circulação do sangue e, assim, melhorar até mesmo estado emocional.

Logicamente, não é tudo liberado: as massagens só são indicadas após o primeiro trimestre de gravidez (para não influenciar em sangramentos, por exemplo).

Feita de modo correto, a massagem pode aliviar as dores na gestação. Foto: Shutterstock

Feita de modo correto, a massagem pode aliviar as dores na gestação. Foto: Shutterstock

Daí por diante, massagens – leves, sempre, e conduzidas por um profissional experiente – só são contraindicadas para mulheres que apresentaram, no período gestacional, perda de sangue ou líquido amniótico.

“A partir dos quatro meses, quando a gestação se torna mais segura, a massagem ajuda o corpo da mulher e a lidar com as diversas transformações”, diz a terapeuta corporal Regilaine Santos, especialista em thai massage, uma técnica milenar asiática.

“A massagem ajuda a aliviar, por exemplo, as dores lombares, deixando a mulher mais disposta fisicamente – e também a ter um momento de quietude, que incentiva as percepções sobre sua gestação e as mudanças no corpo”, completa.

As contrações, porém, são um ponto importante: mulheres que as sentem, com ou sem a massagem, não devem fazer esses procedimentos (sob risco de antecipar o parto). Aquelas que estão liberadas pelo médico, no entanto, podem se beneficiar em três fases:

 

Na gestação

Massagens relaxantes, de modo clássico, ou mesmo a técnica oriental do shiatsu podem acontecer – com um profissional que pratique de modo leve e se mantendo longe do abdômen (em qualquer fase da gestação), tomando cuidado com movimentos que podem trazer dor.

Feita de modo correto e rapidamente (a mulher não deve ficar deitada por muito tempo), a massagem durante a gravidez pode reduzir dores vindas do sobrepeso, ajudar com a pressão arterial, controlar estresse e insônia e até aliviar os inchaços.

 

No pós-parto

A drenagem linfática é uma das preferidas pelas mulheres nessa fase, já que ajuda a eliminar excesso de líquidos, diminuindo o inchaço natural do período. Na maioria das vezes, os obstetras liberam a massagem pouco tempo após o parto, mas é importantíssimo checar isso com o médico que acompanhou a gravidez e o nascimento do bebê.

É bom lembrar ainda que a drenagem não emagrece – ela apenas ajuda em uma pequena redução de medidas decorrentes do acúmulo de líquidos. E que, em alguns casos, é preciso esperar por exemplo a completa cicatrização de cortes como o da cesárea, o que pode levar mais de um mês.

 

Com o bebê

Sim, tem massagem para a mãe e para o bebê também. A shantala é uma técnica indiana que pode ser aplicada nos bebês a partir do primeiro mês de vida.

Depois de aprender como se faz (em cursos para gestantes ou específicos de massagem), a mãe e o pai entendem como os toques são feitos no corpo do bebê – peito, barriga, costas, pernas, braços e rosto – e deixam a criança mais tranquila e menos chorosa.

A shantala permite uma interação muito boa entre os pais e a criança e dá aos bebês um início de consciência corporal, estimulando a movimentação e o desenvolvimento da musculatura.

 

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

 

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