Melanoma: entenda o tipo de câncer que vitimou o cantor Roberto Leal

17 de setembro - 2019
Por: Equipe Coração & Vida

 

FOTO: shutterstock
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O melanoma, tipo de câncer de pele que causou a morte do cantor Roberto Leal no último domingo 15 é menos comum; porém, bastante agressivo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão.  Mas, por ter alta incidência de metástase (disseminação do câncer para outros órgãos) é o tipo mais grave da doença de pele — no caso do artista,  alcançou o fígado e levou a uma insuficiência hepato-renal fatal.

Dermatologista da equipe do Hospital Israelita Albert Einstein, Mário Grinblat destaca que quanto mais cedo o melanoma é descoberto, melhores são as chances de tratamento dos pacientes. Por isso, é importante que manchas e pintas na pele sejam investigadas — principalmente as que apresentem irregularidade, como assimetria e cores variáveis.

“Hoje é possível fazer uma dermatoscopia, exame não invasivo capaz de mapear todas as pintas do corpo, e saber com precisão se há ou não risco de apresentarem complicações no futuro”, explica o médico.

Em caso de ser detectado, o melanoma pode ser retirado em cirurgia. Com o diagnóstico precoce, há mais chances de remover todas as células doentes, reduzindo o risco de ocorrer metástase. Dependendo do estágio da doença, o tratamento também pode ser feito com quimioterapia ou imunoterapia.


Prevenção
De acordo com o especialista, a doença está relacionada à exposição excessiva ao sol. “É preciso moderar essa exposição, usar filtro solar e todos os outros acessórios que previnem irradiação ultravioleta do sol, como chapéus e roupas protetoras”, afirma. Mário explica, ainda, que é importante saber que as pintas podem aparecer em qualquer parte do corpo. Pessoas de pele muito clara devem redobrar os cuidados, uma vez que são mais propensas a desenvolver a doença.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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