Coração e Vida | Novembro azul: a cada cinco pessoas que buscam auxílio médico apenas uma é homem

Novembro azul: a cada cinco pessoas que buscam atendimento médico apenas uma é homem

De acordo com pesquisa, mais de 50% só procuram ajuda médica quando sintomas estão avançados. "A realidade precisa ser mudada", enfatiza especialista:

1.11.2019 | por Equipe Coração e Vida
FOTO: shutterstock

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Ir ao médico e cuidar da saúde também é coisa de homem. Mas, historicamente, a maioria não pensa assim.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Referência em Saúde do Homem, mais de 50% só procuram ajuda médica quando os sintomas já estão avançados, muitas vezes com necessidade de intervenção mais agressiva, como cirurgia.  “Isso é cultural, sim, mas precisa ser mudado”, afirma Jorge Hallak, urologista do Hospital Sírio-Libanês e diretor da clínica Androscience.

O especialista explica que, em média, a cada cinco pessoas que buscam atendimento especializado apenas uma é homem — sendo que, de acordo com a pesquisa, 70 % só vão ao médico acompanhados.

Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) mostram que 49% dos homens nunca fizeram, por exemplo, o exame de toque retal: essencial para descobrir os primeiros sinais de câncer de próstata (junto com a dosagem de PSA), além de outras doenças e condições importantes.

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Segundo Hallack, o teste deve ser feito anualmente a partir dos 45 anos. Mas a busca por urologista ou andrologista deveria ser feita muito antes, idealmente ainda na adolescência, “assim como é recomendando às mulheres jovens a primeira visita ao ginecologista”.
A prevenção pode evitar doenças como varicocele, dilatação das veias que drenam o sangue dos testículos — principal causa tratável de infertilidade masculina.

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O câncer de próstata é o segundo mais comum no Brasil – atrás apenas do câncer de pele. Quando diagnosticado precocemente, tem 90% de chances de cura. O tratamento depende do estágio de desenvolvimento do tumor, mas pode incluir cirurgia, radioterapia e terapia hormonal. Na fase inicial, a doença não apresenta sintomas. No estágio avançado, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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