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Obesidade e hipertensão andam lado a lado na infância

Excesso de peso pode elevar a pressão arterial das crianças

6.01.2015 | por Equipe Coração e Vida

 

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Milla Oliveira

Uma pesquisa do programa Meu Pratinho Saudável, do Hospital das Clínicas de São Paulo, revelou que as crianças cariocas estão mais gordas que as paulistanas. Cerca de 700 crianças foram avaliadas em duas comunidades das capitais e, no Rio, foi observado que 55,7% delas estão acima do peso ideal. Já em São Paulo, o percentual é de 27,8%.

Apesar de englobar apenas duas cidades, a pesquisa aponta para uma realidade enfrentada por todo o país, que sofre com uma epidemia de obesidade infantil. O aumento de peso nessa faixa etária pode causar, entre outros problemas, a hipertensão.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) avaliaram 700 estudantes de escolas públicas e privadas com idade entre cinco e nove anos e constataram que as chances de uma criança com obesidade desenvolver a doença foi 13 vezes superior a de uma com o peso normal.

Segundo a nefrologista pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, Vera Koch, no entanto, a obesidade não é a única causa da hipertensão na infância. A especialista diz que as más formações renais ou cardíacas também podem ocasionar o aumento da pressão arterial, mas que é muito importante cuidar do peso nessa fase da vida. “No caso dos obesos, se a criança perder peso a pressão volta ao normal”, diz.

A médica acrescenta que a pressão arterial pode ser medida a partir dos três anos, mas existem dois casos em que o controle deve ser iniciado desde o nascimento da criança: quando houver predisposição familiar, ou seja, se os pais do indivíduo tiverem histórico de pressão alta; ou se existir qualquer um dos fatores de risco, como a cicatriz renal, por exemplo.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia alerta que menos de 5% dos casos de obesidade se deve a doenças endocrinológicas. Por isso, a entidade ressalta a importância da reeducação dos hábitos alimentares e da introdução da atividade física nas crianças como formas de prevenir e tratar a obesidade infantil.

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