Picolinato de cromo pode mesmo ajudar no emagrecimento?

17 de setembro - 2018
Por: Equipe Coração & Vida

Por Eli Pereira

Prescrito por médicos e nutricionistas principalmente para quem tem resistência à insulina, o picolinato de cromo traz, sim, benefícios à saúde, mas não é milagroso e não ajuda a emagrecer se não for associado a uma dieta adequada. Além disso, deve ser sempre prescrito por um profissional da saúde, nas doses adequadas.

De acordo com Paula Hertel, nutricionista do Hospital Sírio Libanês, o picolinato de cromo ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina, que é deficiente em quem tem glicemia muito elevada, por longos períodos.

“Quando falamos que a pessoa tem resistência à insulina, é que ela tem glicemia alta com tanta frequência, que a insulina tem dificuldade de desenvolver o seu papel, que é de tirar a glicose do sangue e colocar dentro das células”, explica.

Para ser seguro, deve ser prescrito na dosagem correta por um médico ou nutricionista. O picolinato de cromo pode ajudar a melhorar a compulsão por doces, além de contribuir – somente se for associado a uma dieta adequada ao perfil da pessoa – para o emagrecimento.

Para ser seguro, uso de picolinato de cromo deve ser prescrito na dosagem correta por um médico ou nutricionista - Foto: Freepik
Para ser seguro, uso de picolinato de cromo deve ser prescrito na dosagem correta por um médico ou nutricionista – Foto: Freepik

Paula Hertel também lembra que diabéticos que tomam medicamentos para baixar a glicemia não devem tomar picolinato de cromo, sob o risco de ter hipoglicemias. Além disso, nunca se deve tomar o mineral em jejum, pela mesma chance de baixar demais a glicemia.

Alimentos também são fontes de cromo

O picolinato de cromo nada mais é do que a forma farmacêutica do cromo, mineral encontrado em muitos alimentos, como brócolis, maçã, cogumelos, espinafre, uva, ameixa, entre outros. Uma dieta adequada já supre a necessidade diária desse mineral. Paula ressalta que não é comum ter deficiência de cromo, já que ele é facilmente encontrado em alimentos do dia a dia, mas que quando há, a pessoa pode ter prejuízo no metabolismo da glicose, bem como fadiga.


Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

 

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