Coração e Vida | Reducetarianismo: menos carne e mais vegetais

Reducetarianismo: menos carne, mais vegetais. Conheça a dieta da moda

A ideia aborda boas práticas para a saúde e meio ambiente, mas é preciso equilíbrio. Especialistas falam sobre o tema

19.06.2019 | por Equipe Coração e Vida
Menos carne, mais vegetais   FOTO: shutterstock

Reducetarianos devem ingerir alimentos de origem vegetal com propriedades nutricionais semelhantes à de carnes, como cereais, feijão, grão de bico, lentilha e soja
FOTO: shutterstock

Nem vegetarianismo, nem veganismo. A dieta alimentar da vez prega que refeições mais equilibradas devem conter menos produtos de origem animal, principalmente carnes, diga-se, e mais legumes e vegetais. Até aí, sem grandes novidades. Mas, agora, existe um nome para a prática: ‘reducetarianismo’.

Curiosamente, a dieta sensação do momento não foi criada por médico endocrinologista, nutricionista ou acadêmico da área de Saúde. O chamado “pai” do reducetarianismo — nome difícil de ser pronunciado pelos brasileiros — é o ambientalista americano Brian Kateman, professor do Centro de Sustentabilidade Ambiental da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

O movimento nasceu 2014, juntamente com sua fundação Reducetarian Foundation (Fundação Reducetariana).  O termo vem do inglês “reduce“, de “reduzir” em português.

A endocrinologista do hospital Sírio-Libanês, Cláudia Cozer Kalil diz que o nome do movimento é mais um modismo.  No entanto, ela destaca que a recomendação de reduzir o consumo de carne, principalmente vermelha, pode ser benéfica. “Com a demonização do carboidrato, houve um aumento no consumo de dietas hiperproteicas, ou seja, rica em proteínas”, explica. E, como já sabido, tudo em excesso é prejudicial. “A quantidade ideal de consumo de carne vermelha, por exemplo, é de até três bifes, de cerca de 150 gramas, por semana”, complementa Cláudia.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o consumo desenfreado de carne, principalmente vermelha, como a de boi, pode contribuir para o aumento de desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Isto porque são alimentos que possuem grandes quantidades de ferro heme, o que pode ter efeito tóxico sobre as células.

De acordo com a nutricionista Thaís Cardeal, nas proporções certas, as carnes são fontes de vitamina B12, cálcio, zinco e proteínas, nutrientes essenciais ao corpo humano. Mas, ainda assim, é possível manter uma alimentação balanceada e nutritiva com o mínimo de derivados de animais. “Os reducetarianos devem inserir no cardápio alimentos de origem vegetal que possuem propriedades nutricionais semelhantes, como cereais, arroz integral, feijão, grão de bico, lentilha e soja”, explica. Opções como tofu (a base de soja), semente de abóbora, girassol e vegetais de cor verde escura, também entram nesta lista.

Meio ambiente
Ao criar a Fundação Reducetariana, Brian Kateman também foi impulsionado pela vontade de minimizar os impactos negativos causados pela agropecuária ao meio ambiente. As criações de gado são grandes responsáveis pela emissão de metano na atmosfera, além de exigir um grande consumo de água. No entanto, as atividades do setor possuem forte representatividade na geração de divisas para o país, e impactam diretamente no saldo da balança comercial.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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