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Sarampo: conheça a importância da vacinação para erradicar a doença

Aumento dos casos da doença na Europa levanta alerta sobre a não-imunização. Entenda melhor essa doença que pode matar

19.04.2018 | por Flávia Pegorin - Equipe Coração e Vida

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou como “uma tragédia inaceitável” o aumento de 400% nos casos de sarampo na Europa no ano passado. O forte crescimento foi o resultado de surtos registrados em 15 dos 53 países da região. O motivo? Os não-vacinados.

Acontece que a vacinação, capaz de eliminar a quase zero o número de pessoas afetadas por doenças como o sarampo, depende da coletividade. Segundo a OMS, existem países em que o sarampo foi erradicado. Mas, na prática, as taxas de vacinação precisam ser altas para que funcione.

Grave e altamente contagioso, o sarampo pode ser evitado por meio da vacinação - Foto: Shutterstock

Grave e altamente contagioso, o sarampo pode ser evitado por meio da vacinação – Foto: Shutterstock

Como a população não-imunizada persiste, mesmo que a taxa média de vacinação na Europa seja de 95%, existem bolsões em que a vacinação pode ser inferior a 80% – uma estatística baixa o suficiente para que a doença se espalhe.

No Brasil, está acontecendo o mesmo: desde 2001, o sarampo é considerado erradicado, mas a chegada de refugiados, como acontece em Roraima com os venezuelanos, pode trazer a doença de volta. Daí a necessidade de seguir sempre vacinando a população.

Conheça fatos importantes sobre o sarampo e a vacinação:

– O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa causada por vírus e, normalmente, transmitido pelo contato direto e através do ar;

– É também uma das principais causas de morte entre crianças pequenas – embora a vacina esteja disponível desde 1963;

– Antes da criação da vacina e da imunização generalizada mundo afora, as principais epidemias ocorriam a cada 2 ou 3 anos. E o sarampo chegou a causar em torno de 2,6 milhões de mortes por ano;

– As crianças pequenas não-vacinadas são o maior grupo de risco para o sarampo e suas complicações. As mulheres grávidas não-vacinadas também são um grupo de cuidado, já que não é permitido tomar a vacina já na gravidez, e então é preciso evitar o contato com pessoas em locais fechados, por exemplo;

– O vírus do sarampo afeta principalmente o trato respiratório e depois é que as marcas na pele aparecem. Os primeiros sinais do sarampo se assemelharem a uma forte gripe com febre alta, que começa cerca de 10 a 12 dias depois de a pessoa contrair o vírus;

– Após 4 a 7 dias desse estado é que vem a erupção cutânea, geralmente no rosto e no pescoço. Durante cerca de 3 dias, a erupção se espalha, às vezes atingindo as mãos e os pés. Isso dura de 5 a 6 dias e depois costuma desaparecer. Portanto, a doença permanece por um intervalo de 4 a 18 dias, pelo menos;

– A imensa maioria das mortes por sarampo (mais de 95%) ocorrem em países com baixos investimentos em saúde e infraestrutura precária, já que curar a doença depende de boa alimentação, hidratação, suplementação de vitaminas e controle de doenças decorrentes, como a pneumonia.

Sobre a vacina

Chamada de Tríplice Viral, a vacina contém vírus atenuados do sarampo, da rubéola e da caxumba – e deve ser tomada pelas crianças aos 12 meses. Mas, em geral, a vacina está sempre disponível nos postos de saúde para crianças e adultos (em uma ou duas doses, com intervalo que depende da idade).

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

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